Esportes
Publicado em 12/05/2026, às 14h52 Foto: Reprodução/Prime Video Marcela Guimarães
A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou o Corinthians e o meio-campista Bobadilla, do São Paulo, pelos acontecimentos registrados no clássico do último domingo (10), na Neo Química Arena.
O Corinthians foi denunciado em três artigos diferentes. As infrações envolvem atraso no retorno do intervalo, descumprimento de regulamento por conta do uniforme do goleiro e lançamento de objetos no gramado por parte da torcida.
No caso do atraso no reinício da partida, o clube foi enquadrado no artigo 206 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê multa por minuto de atraso.
Já pela utilização de uniforme diferente do previamente definido pelo departamento de competições, o clube responderá no artigo 191, inciso III, que prevê multa por descumprimento de regulamento.
O caso considerado mais grave envolve os objetos atirados no gramado durante o clássico. Segundo a denúncia, torcedores lançaram óculos, cigarro eletrônico e isqueiro em direção ao campo.
A súmula da arbitragem relata que os responsáveis foram identificados. Ainda assim, a Procuradoria destacou que um dos objetos atingiu o atacante Calleri durante a comemoração do primeiro gol do São Paulo, provocando “princípio de confusão entre os jogadores das equipes confrontantes”.
Por isso, o Corinthians também foi denunciado no artigo 213, inciso III, que trata da responsabilidade do clube em prevenir o lançamento de objetos no local da partida.
Além de multa, o clube pode sofrer punição de perda de mando de campo caso a infração seja considerada de elevada gravidade.
O STJD também denunciou o meia Bobadilla pelo gesto feito na comemoração do primeiro gol são-paulino.
Jogadores do Corinthians reclamaram de um suposto gesto obsceno do atleta e pediram expulsão ainda durante a partida. O árbitro Anderson Daronco e a equipe do VAR, porém, entenderam que não houve infração passível de cartão vermelho.
Na denúncia, a Procuradoria afirmou que o gesto foi amplamente registrado pelas transmissões e redes sociais, classificando a atitude como conduta contrária à disciplina e à ética desportiva.
O jogador foi enquadrado no artigo 258 do CBJD e pode receber suspensão de até seis partidas, de acordo com a ESPN.
O julgamento do caso está marcado para a próxima quinta-feira (14), a partir das 11h, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
Brasil na final? Supercomputador aponta favoritos à Copa do Mundo de 2026
Djavan anuncia show extra em São Paulo; veja data e ingressos