Farinha Lima
Publicado em 13/05/2026, às 07h00 Criada por IA Redação BNews São Paulo
Na Faria Lima, o mercado segue aquecido. Não de ações, startups ou investimentos, mas de furtos de celulares. Em Pinheiros, o trabalhador sai da estação com mais medo de perder o iPhone do que o emprego. Segundo dados da SSP, a região registra praticamente um aparelho levado por hora, enquanto moradores e frequentadores reclamam que policial por ali virou artigo de luxo. Na prática, o “vale do silício” paulistano está mais para um grande feirão de receptação a céu aberto.
Cardápio Master
O Banco Master aparentemente resolveu diversificar os investimentos antes de quebrar: além de influenciadores digitais pagos para defender Daniel Vorcaro e atacar o Banco Central, chefs renomados também entraram no cardápio da operação reputacional. A PF agora tenta entender como uma suposta “gestão de crise” de R$ 8 milhões virou um verdadeiro festival gourmet de publis, discursos combinados e defesa sincronizada nas redes.
Habitação express
A base de Ricardo Nunes decidiu encurtar os trabalhos da CPI da Habitação de Interesse Social em São Paulo antes que empresas citadas nas suspeitas, como Vitacon e Booking, sentassem na cadeira dos depoimentos. Na prática, a comissão que prometia investigar fraude habitacional acabou virando um daqueles apartamentos tipo 'studio' de 18 metros quadrados: pequena, apertada e resolvida rapidinho.
Privatiza que melhora
A obra da recém-privatizada Sabesp no Jaguaré virou um verdadeiro curso intensivo de “como não fazer”. Moradores dizem que avisaram sobre a tubulação de gás antes da explosão, mas não foram ouvidos. Horas depois, veio o cheiro de gás, correria e a tragédia anunciada. Aliás, desde que foi privatizada, a companhia tem ido de mal a pior.
Sabesp do caos
A explosão destruiu imóveis, deixou feridos, matou um morador e espalhou pela vizinhança aquele clássico cheiro de gás que, em São Paulo, geralmente funciona como um aviso informal de que tem problema grande chegando.
A versão oficial veio rápida e corporativamente emocionada: assistência psicológica, hotéis, veterinários e um auxílio emergencial de R$ 2 mil para quem viu a casa virar escombro em segundos.
O comunicado só não explica como duas gigantes da infraestrutura conseguiram transformar uma obra de remanejamento em demonstração prática do significado da expressão “falha operacional”. Bom, pelo menos os protocolos de segurança foram “imediatamente adotados” — sempre um detalhe reconfortante depois da explosão.
Guerra na USP
Na disputa de narrativas sobre a ação da PM na USP no domingo, sobrou até realidade paralela. Enquanto estudantes falam em agressões, bombas e dezenas de feridos, a SSP sustenta que a desocupação ocorreu sem machucados e ainda com apreensão de drogas e armas brancas. No fim, cada lado saiu da reitoria contando uma história diferente, mas todos concordando em uma coisa: a paz passou longe da USP.
Contra-ataque da USP
A greve universitária em São Paulo ganhou um reforço inesperado que nem deu tempo de pensar muito. Os vereadores Rubinho Nunes, Douglas Garcia e Adrilles Jorge resolveram comparecer ao ato para, segundo eles próprios, “ensinar aos estudantes que eles não podem fazer greve”.
O método pedagógico incluiu provocações, gritaria, socos, chutes e intervenção da PM, quase um “intensivão” sobre convivência democrática em espaço público.
Os estudantes da USP, Unesp e Unicamp pedem melhores condições de permanência estudantil. Ganharam, em vez disso, uma encenação política digna de rede social em ano eleitoral.
A única unanimidade, enfim, foi o resultado. A greve continua firme.
Chapa esquentando
Tarcísio decidiu colocar fim à novela da chapa paulista e anunciou André do Prado como pré-candidato ao Senado, enquanto Felício Ramuth segue o governador na vice.
O detalhe mais especial veio dos bastidores internacionais: a vaga chegou após negociações com Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, porque aparentemente nem a política paulista escapa mais de precisar de despacho em solo americano.
Eduardo abriu mão da candidatura para virar suplente, posição sempre apresentada como estratégica e nunca como estacionamento político de luxo. Já Ramuth sobreviveu à disputa interna e à pressão do PSD de Gilberto Kassab, provando que, no meio eleitoral, fidelidade partidária vale menos que capacidade de acomodação.
No fim, a chapa ficou “fechada”, como disse Tarcísio... Pelo menos até alguém decidir reabrir a negociação no próximo café da manhã de Brasília.