Farinha Lima

“Dicionário Baianês” entra em cena e dá aula na Faria Lima

O empresariado que atua na Faria Lima, um dos maiores centros econômicos do mundo, costuma ostentar em todos os quesitos  |  Foto: Criada por IA

Publicado em 09/09/2026, às 06h00 - Atualizado às 07h32   Foto: Criada por IA   Farinha Lima

O empresariado que atua na Faria Lima, um dos maiores centros econômicos do mundo, costuma ostentar em todos os quesitos. Um deles é o vocabulário rebuscado para mostrar que estudou ao menos um pouco. É um tal de NDA (Non-Disclosure Agreement ou Acordo de Confidencialidade), LOI (Letter of Intent / Carta de Intenções) e MOU (Memorandum of Understanding / Memorando de Entendimento). Mas resultado prático e conhecimento do que o empresário vive, zero. Um empresário baiano já vem denunciando esse tipo de prática alegando que essa turma não sabe o que é empreender e fica cantando de galo. A imagem da Faria Lima não anda lá essas coisas e se for nesse ritmo pode ir rio tietê abaixo. A conferir os próximos capítulos

Paulista esvaziou. A campanha não

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Flávio Bolsonaro reuniu cerca de 28 mil pessoas na Avenida Paulista no 7 de Setembro, abaixo dos públicos registrados nos atos anteriores. Com frio de 13°C, bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, boneco de Donald Trump e críticas a Lula e Alexandre de Moraes, o evento teve até confronto entre grupos políticos. Faltou gente, mas não faltou assunto. A campanha só esqueceu de avisar que o 7 de Setembro era para comemorar o Brasil.

Na Paulista, a fumaça também parece ter lado

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A Polícia Militar usou bombas de gás contra manifestantes de esquerda que tentavam chegar à Avenida Paulista, onde ocorria um ato de direita. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a intervenção ocorreu após um grupo tentar acessar o espaço reservado aos outros manifestantes. A confusão foi de um lado, mas a fumaça virou notícia. Do outro lado da Paulista, onde estava o ato de direita, o tratamento não ganhou o mesmo destaque. Pelo visto, até a bomba de gás tem preferência na cobertura.

Flávio já gastou como se a eleição estivesse ganha

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Flávio Bolsonaro lidera os gastos entre os presidenciáveis, com R$ 49,99 milhões, quase 67% dos R$ 75 milhões declarados pelos 13 candidatos. Só em serviços de terceiros, que incluem publicidade, marketing político, assessoria e produção de vídeos, foram R$ 39,6 milhões. Lula, por outro lado, declarou apenas R$ 100 mil. Na disputa pelo voto, um abriu a carteira. O outro parece ter esquecido onde ela está.

Devo? Sim. Vou pagar? Quem sabe um dia

A Justiça tem recebido diversos pedidos de recuperações judicias de grandes empresas brasileiras. A mais recente foi a Casas Bahia que deve R$ 17 bilhões. Porém, a nobre Farinha Lima descobriu que no estado de São Paulo o TJ quer acabar com as varas que julgam esse tipo de demanda porque tem chegado muitas denúncias de corrupção e decisões incongruentes relacionadas a Recuperação Judicial e falências. Por isso, uma ala do TJ está com a lupa a postos nos empresários que querem usar o truque para escapar das obrigações, principalmente com os colaboradores. A Farinha Lima segue de olho sempre trazendo novos detalhes e deixando o nosso leitor muito bem informado. 

Lula quer apagar o incêndio. Mas a crise já chegou ao Planalto

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Auxiliares de Lula defendem uma reação mais firme à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), com investigação de Alexandre de Moraes, afastamento de André Mendonça das relatorias dos casos Master e INSS e até convocação do Conselho da República. A preocupação aumentou depois que Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno. Pelo jeito, a crise institucional chegou ao Planalto junto com a pesquisa eleitoral. Agora, a solução é discutir o STF antes que o STF vire assunto de campanha.

A PF mudou de chefe. E ganhou plateia

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Com o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues, o delegado William Marcel Murad, então número dois da Polícia Federal (PF), deve assumir temporariamente o comando da corporação. Horas depois da decisão de André Mendonça, Murad já defendia a direção afastada e falava em “tentativa de usurpação de funções”. A troca de comando durou pouco para ser tranquila: o novo chefe já assumiu com discurso de defesa do antigo.

O delator bateu à porta do STF

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A defesa de Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, se reúne nesta terça-feira com a equipe de André Mendonça antes da possível homologação de sua delação. Investigado no caso Banco Master, ele confirmou à PGR transferências de mais de R$ 60 milhões para um fundo ligado à produção de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. O dinheiro teria saído a pedido de Daniel Vorcaro e passado por uma empresa de Mineiro. Agora, o filme que era para contar a história de Bolsonaro pode acabar contando a história do Master. E o roteiro, ao que tudo indica, ganhou um capítulo que ninguém estava esperando.

Barretos virou parada obrigatória no TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou investigar a chapa de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar por suposto abuso de poder econômico durante a Festa do Peão de Barretos. Flávio foi chamado ao palco por Tarcísio de Freitas, discursou como candidato e disse que voltaria no ano seguinte como presidente. O evento teve R$ 30 milhões em obras e infraestrutura e contou com pelo menos 12 patrocinadores. Agora, a chapa terá de se explicar à Justiça Eleitoral. O rodeio acabou, mas Flávio ainda vai precisar encarar outro tipo de arena.

A Prefeitura ficou sem espaço para laranjas

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A Justiça proibiu a Prefeitura de São Paulo de fazer novos contratos com a MM Quarter e a Associação de Bem-Estar, Esporte e Cultura (ASA), investigadas por supostas fraudes envolvendo a SPTuris. O caso envolve R$ 183 milhões em contratos com a agência e outros R$ 212 milhões destinados à associação desde 2022. A própria Controladoria-Geral do Município já havia barrado novas contratações. Em São Paulo, pelo menos uma coisa ficou clara: laranja pode até aparecer no contrato, mas agora não pode mais entrar pela porta da Prefeitura.

Cury quer STF com data de vencimento

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Augusto Cury quer reduzir o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e criar mandatos de oito anos, sem direito à recondução. Também defende mudar a forma de escolha dos integrantes da Corte e diz ser contra a reeleição. No plano de Cury, ministro do STF teria prazo para ficar. E político também, pelo menos se depender da promessa de não fazer carreira.

Nunes descobriu quem é o verdadeiro Supremo

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Ricardo Nunes subiu no trio de Flávio Bolsonaro na Paulista para dizer que “Supremo é o povo brasileiro” e aproveitou o palanque para pedir votos para Flávio, Tarcísio e candidatos ao Senado. Antes, ainda distribuiu camisetas em apoio a André Mendonça, que ganhou até boneco inflável no ato. Se a ideia era separar prefeitura, campanha e manifestação, Nunes resolveu simplificar: colocou tudo no mesmo palanque.

A Justiça entrou na pauta da própria Justiça

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A OAB-SP lançou, ao lado das seções do Rio de Janeiro e do Paraná e de mais de 20 entidades, um manifesto defendendo reforma no Judiciário em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as propostas estão mandato para ministros, novas regras de suspeição e impeachment, além de limites para decisões monocráticas e julgamentos virtuais.

O presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, resumiu o clima ao dizer que defender a Justiça não significa defender tudo o que existe hoje. Quando até a OAB pede para mexer na estrutura, é porque a casa entrou na pauta da reforma.

Gilmar entrou na mira. E já avisou que não negocia

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Gilmar Mendes reagiu a informações que tentariam vinculá-lo a uma suposta relação de seu ex-cunhado, Chiquinho Feitosa, com Daniel Vorcaro. Segundo o Metrópoles, o ministro afirmou que “você não faz pacto com chantagista” e que, nesse caso, “ou você mata ou morre”. Ao mesmo tempo, pediu vista no julgamento que analisa o afastamento de dois diretores da Polícia Federal e questionou a decisão de André Mendonça. No Supremo, a crise está tão grande que até pedido de vista já vem acompanhado de recado.

Haddad quer transparência. Até para o STF

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Fernando Haddad defendeu a divulgação integral dos inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) ligados ao Banco Master e disse que, em meio à disputa interna da Corte, é preciso conhecer os fundamentos das decisões para saber se houve abuso de poder. O petista também afirmou que medidas como impeachment de ministros precisam ser discutidas com base nos fatos, e não em paixões políticas. Em ano eleitoral, até quem está no palanque descobriu que transparência pode ser uma boa ideia.

A Enel ficou sem luz no argumento

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A Justiça reconheceu falhas da Enel São Paulo no apagão que deixou 2,2 milhões de imóveis sem energia após o ciclone de dezembro de 2025. A empresa alegou força maior por causa dos ventos de quase 98 km/h, mas a juíza entendeu que ciclones e vendavais são eventos previsíveis na região e fazem parte dos riscos da atividade. A decisão apontou problemas na manutenção da rede, no plano de contingência, na mobilização de equipes e na estrutura para enfrentar a crise. No fim, o ciclone passou. A desculpa é que não conseguiu passar pela Justiça.

Safira perde o brilho

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A Linha 12-Safira teve mais uma falha nesta terça-feira (8). Um trem apresentou problema no Tatuapé, passageiros precisaram ser transferidos e a circulação ficou em via única, com mais espera entre Brás e Engenheiro Goulart. A normalização começou por volta das 7h35. O detalhe é que, na semana passada, outro problema já havia levado passageiros a caminhar pelos trilhos sob chuva. A Linha 12 parece ter adotado um novo sistema de frequência: o trem até passa, mas a falha chega primeiro.

A Prefeitura não fiscalizou. O MPSP acionou

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Em São Mateus, a fiscalização das ocupações irregulares virou caso de Justiça. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) quer obrigar a Prefeitura a criar um plano permanente de fiscalização. Dos 119 casos analisados, 48 estão na região. Em 2021, a própria Subprefeitura admitiu falta de equipe, mapeamento e planejamento. Agora, a Prefeitura pode ter 90 dias para apresentar um novo plano, com equipes, prioridades e monitoramento. A fiscalização demorou tanto que agora vai ter juiz acompanhando.

Lixo de ouro

Apesar do contrato de concessão para a coleta de lixo, estimado em cerca de R$ 80 bilhões, os moradores de São Paulo continuam convivendo com um velho problema: lixo acumulado e ruas sem a devida limpeza. A pergunta que fica é inevitável: com um contrato bilionário, por que os paulistanos ainda precisam conviver com lixo nas ruas?

Classificação Indicativa: Livre


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