Farinha Lima
Publicado em 02/09/2026, às 07h00 Foto: Criada por IA Farinha Lima
Daniel Vorcaro já estaria sentindo o cheiro e a umidade da cela da cadeia quando resolveu sondar se era hora de deixar o Brasil. Nas mensagens, a PF suspeita que o interlocutor fosse ninguém menos que o Xandão. O ex-banqueiro também teria tentado acionar Andrei da Federal e Gonet da PGR, numa espécie de central de atendimento informal para adiar a chegada da Polícia Federal. Não adiantou. Dois dias depois, foi preso justamente quando se preparava para embarcar rumo a Malta. No mesmo dia, veio a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. O roteiro estava pronto.. Só faltou combinar o plano de fuga.
Daniel Vorcaro deixou uma mensagem a Alexandre de Moraes que chamou atenção pelo tom. O ex-banqueiro disse ter “a gratidão da minha vida” pelo ministro e afirmou que familiares, funcionários, parceiros e amigos tinham uma “dívida de vida” com ele. A mensagem foi enviada às vésperas da prisão de Vorcaro e em meio ao avanço das investigações sobre o Master. Era gratidão para todo lado. Só faltou o contexto ajudar.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 4 votos a 3, não multar Flávio Bolsonaro pelo uso de um vídeo que recriava a imagem e a voz de Jair Bolsonaro com inteligência artificial. A gravação foi exibida na convenção do Partido Liberal (PL) e, por isso, não será retirada do ar. Flávio levou o pai para o palanque sem precisar do pai. A IA fez a presença, o TSE liberou e a campanha já descobriu como ter Bolsonaro até quando ele não está lá.
Flávio Bolsonaro ganhou mais um motivo para pedir a saída de Alexandre de Moraes do Supremo. Depois da revelação de que os metadados de um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório da esposa do ministro e Daniel Vorcaro identificaram um usuário chamado “Ministro Alexandre de Moraes” como responsável por editar o documento, o senador decretou que o magistrado deveria renunciar.
Para o filho de Jair, o episódio seria “muito grave” e indicaria uma possível proteção a Vorcaro. O caso, agora, ganhou a combinação que Brasília mais aprecia: milhões de reais, mensagens, metadados e ministros do Supremo. Resta saber se o arquivo terá mais versões do que a crise política em torno dele.
A campanha de Lula resolveu apresentar o currículo de Flávio Bolsonaro, mas esqueceu de passar o material pelo crivo da Justiça Eleitoral. A propaganda o chamava de “funcionário fantasma” e citava uma denúncia que acabou arquivada. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a peça por entender que ela poderia induzir o eleitor ao erro.
Na política, até ataque eleitoral precisa respeitar as regras. Dessa vez, o TSE entrou em campo e pediu para trocar o disco.
A entrevista de Flávio Bolsonaro ao Jornal Nacional rendeu audiência e, agora, também uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha de Lula pediu direito de resposta e classificou as declarações do candidato como “falsas e gravemente descontextualizadas”.
Na lista estão urnas eletrônicas, 8 de janeiro, Daniel Vorcaro, tarifaço e salário mínimo. Flávio já havia feito o mesmo após a entrevista de Lula. No fim, os dois descobriram que falar na TV é fácil. Difícil é escapar do direito de resposta.
O mapa eleitoral resolveu fazer uma conta diferente. Aliados de Flávio Bolsonaro lideram em sete estados e no Distrito Federal, enquanto os de Lula aparecem na frente em cinco.
E tem outro detalhe: em sete estados, os líderes preferiram ficar neutros na disputa presidencial. Enquanto Lula e Flávio brigam pelo Planalto, tem governador fazendo a conta mais simples: melhor não escolher lado.
Augusto Cury entrou na disputa presidencial e, de repente, as redes lembraram que ele existe. Foram mais de 2 milhões de novos seguidores no Instagram e alta de mais de 1.000% nas menções em uma semana.
Até pouco tempo, Cury aparecia discretamente nas pesquisas. Agora, tenta ocupar o espaço da terceira via. Parece que a campanha começou na urna e terminou no feed.
Augusto Cury tenta unir “o melhor da direita” com “o melhor da esquerda” e aposta em tecnologia para fazer o Estado funcionar. Entre as propostas estão reduzir cargos, usar inteligência artificial no serviço público, taxar mais as bets, ampliar a telemedicina e usar drones na segurança.
A lista ainda inclui 10 mil escolas de empreendedorismo e influenciadores nas embaixadas. É tanta tecnologia que, daqui a pouco, o eleitor vota e recebe a confirmação por chatbot.
Ricardo Salles criticou a aproximação do Centrão com o bolsonarismo e disse que o movimento pode enfraquecer a direita. Para ele, a fidelidade política dura enquanto houver interesse.
Em São Paulo, 27% ainda não decidiram em quem votar para o Senado. Salles desconfia das alianças. O eleitor, pelo visto, prefere esperar o próximo capítulo.
Tarcísio de Freitas teve de abandonar o slogan “coragem para fazer o impossível” depois que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) barrou o uso do mote pela campanha.
A nova versão ficou “coragem para entregar resultados”. A coragem ficou. O impossível foi embora. E o slogan precisou passar pelo crivo da Justiça Eleitoral.
A Justiça Eleitoral determinou a retirada de vídeos sobre obras da Prefeitura de São Paulo em parceria com o governo Tarcísio de Freitas. A decisão também atingiu conteúdos divulgados pelo governo estadual.
As publicações foram consideradas irregulares durante o período de defeso eleitoral. Agora, os vídeos terão de sair do ar, com multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A obra continua, mas o vídeo não. Pelo visto, antes de apertar o botão de publicar, também vale conferir o calendário eleitoral.
O Sistema Cantareira terminou agosto com 33% da capacidade, entrou na faixa de alerta e pode chegar ao fim da estiagem abaixo dos 30%. Mesmo assim, Tarcísio de Freitas descarta rodízio ou racionamento em São Paulo.O governador aposta em investimentos e medidas para reduzir o consumo nos horários de maior demanda. A Cantareira está no alerta, mas o discurso segue tranquilo. Pelo menos por enquanto, água não falta na fala do governador.
Após uma falha na rede aérea, passageiros da Linha 12-Safira precisaram caminhar pelos trilhos sob chuva. A circulação ficou em via única, com relatos de espera de até 40 minutos. A situação acontece pouco depois de a linha voltar para a CPTM, após uma passagem turbulenta pela concessionária Trivia Trens, marcada por uma sequência de falhas. Em São Paulo, chegar de trem continua sendo uma possibilidade. O caminho até lá é que anda cada vez mais criativo.
Depois de 52 anos, o Metrô de São Paulo vai aposentar o bilhete magnético Edmonson. A partir de 31 de outubro, o modelo deixa de ser aceito nas catracas. A fabricação do cartão terminou em 2021, mas os estoques mantiveram o bilhete em circulação. Agora, entram de vez QR Code, pagamento por aproximação e cartões digitais. São Paulo finalmente se despede de uma tecnologia de 1974. A catraca agradece.
A partir desta terça-feira (1º), motoristas que passarem por trechos da Dutra e da Rio-Santos terão reajuste de R$ 0,10 a R$ 0,20 nas tarifas. Na Dutra, algumas praças passam de R$ 4,50 para R$ 4,60, enquanto em Moreira César o valor chega a R$ 17,10. Na Rio-Santos, as tarifas passam a R$ 4,90 nos dias úteis e R$ 8,20 em fins de semana e feriados. É pouco, dizem os centavos. Mas, de dez em dez, a viagem vai ficando cada vez mais emocionante.