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Publicado em 08/05/2026, às 10h50 Foto: reprodução/Unsplash Fernanda Montanha
A renda média dos brasileiros, considerando todas as fontes de rendimento, chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior resultado desde o início da série histórica do IBGE. Em comparação com 2024, quando a média foi de R$ 3.195, houve crescimento real de 5,4%.
Os dados fazem parte da PNAD Contínua e mostram que mais brasileiros passaram a contar com alguma fonte de renda no último ano, seja por trabalho, aposentadoria, programas sociais ou outras formas de recebimento.
Em 2025, 67,2% da população residente no país, o equivalente a 143 milhões de pessoas, receberam algum tipo de rendimento mensal, segundo o G1.
O emprego continuou sendo a principal base financeira da população. Sozinha, a soma dos salários pagos aos trabalhadores alcançou R$ 361,7 bilhões por mês no ano passado.
O rendimento médio mensal do trabalho chegou a R$ 3.560, com alta real de 5,7% em relação a 2024 e avanço de 11,1% na comparação com 2019, antes da pandemia.
Segundo o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, já são 4 anos seguidos de crescimento da massa de rendimento do trabalho, com taxas anuais superiores a 6%.
Além dos salários, a pesquisa também considera aposentadorias e pensões, programas sociais como Bolsa Família e BPC, aluguel, pensão alimentícia, doações, aplicações financeiras e outros rendimentos.
O rendimento domiciliar per capita também bateu recorde em 2025, com alta de 6,9% sobre o ano anterior. O indicador considera todos os moradores da residência, tenham renda ou não.
A Região Sul apresentou o maior valor do país, com média de R$ 2.734 por pessoa. Em seguida apareceram Centro-Oeste, com R$ 2.712, e Sudeste, com R$ 2.669.
O Centro-Oeste registrou o maior crescimento anual, de 11,3%, impulsionado principalmente pelo desempenho do Distrito Federal. Já Norte e Nordeste seguiram com os menores rendimentos.
Mesmo assim, essas duas regiões acumularam os maiores avanços desde 2019, com altas de 33,6% no Norte e 23,8% no Nordeste.
Apesar da melhora geral, a distribuição da renda segue desigual entre grupos da população. Pessoas brancas continuam recebendo mais do que pretos e pardos.
Em 2025, brancos tiveram rendimento médio de R$ 4.577, enquanto pretos receberam R$ 2.657 e pardos, R$ 2.755. A diferença entre brancos e pretos supera R$ 1.900.
A desigualdade também aparece entre homens e mulheres. Eles receberam, em média, R$ 3.921 por mês, enquanto elas tiveram rendimento médio de R$ 3.085.
Outro fator importante foi a escolaridade. Trabalhadores sem instrução receberam R$ 1.518, enquanto pessoas com ensino superior completo chegaram a R$ 6.947. A formação continua sendo o principal fator de impacto na renda do trabalho.
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