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Caso Daniel Vorcaro: quem é o suspeito apontado como executor violento?

A operação investiga lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça, com foco em Daniel Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão.  |  Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Publicado em 05/03/2026, às 08h49   Foto: Reprodução/Wikimedia Commons   Fernanda Montanha

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nova prisão de Daniel Vorcaro dentro da Operação Compliance Zero, apontando o banqueiro como líder de uma estrutura criminosa dividida em núcleos distintos. A investigação descreve o grupo como organização voltada a crimes financeiros, ameaças e espionagem ilegal.

A decisão judicial cita suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução da Justiça. O mandado de prisão foi cumprido em nova fase da operação conduzida pela Polícia Federal. Entre os investigados está Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Outro alvo da investigação é Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Ele era apontado como operador direto das ordens de monitoramento e intimidação dentro do esquema. O suspeito foi preso em Minas Gerais durante a ação policial.

Após a detenção, a Polícia Federal relatou que Mourão tentou suicídio na cela. O caso mobilizou equipes médicas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e ele foi encaminhado ao Hospital João XXIII. A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que não havia confirmação oficial de morte naquele momento, segundo o G1.

Foto: Reprodução/Instagram

Monitoramento, ameaças e provas da investigação

As apurações apontam que Mourão atuava como braço operacional do grupo. Mensagens interceptadas indicam ordens para obtenção ilegal de dados e planejamento de agressões físicas e psicológicas contra alvos específicos.

Entre as conversas analisadas, Vorcaro teria pedido levantamento de informações sobre funcionários e outras pessoas ligadas a ele. O objetivo seria intimidar indivíduos considerados ameaçadores ao grupo.

Em outro trecho, há referência a ameaças contra uma empregada doméstica, após suposta discordância. O banqueiro teria solicitado endereço e dados pessoais da mulher. As investigações apontam dinâmica violenta e atuação de Mourão como longa manus da organização criminosa.

Também surgiram diálogos sobre ataques ao jornalista Lauro Jardim, da equipe de colunistas do jornal O Globo. O jornal divulgou nota repudiando qualquer planejamento de violência contra seus profissionais.

O relatório policial indica ainda que Mourão poderia receber cerca de R$ 1 milhão mensais pelos serviços ilegais. A operação também prendeu Fabiano Zettel e um policial federal aposentado, ambos suspeitos de participação no esquema.

Versão dos citados e contexto da operação

A defesa de Vorcaro nega as acusações e afirma que o empresário colaborou com as autoridades. Os advogados sustentam que não houve tentativa de obstruir investigações ou interferência em processos judiciais.

A operação também aponta invasões a sistemas sigilosos de instituições nacionais e internacionais, incluindo Polícia Federal, Ministério Público Federal e órgãos estrangeiros como FBI e Interpol.

A defesa de Zettel informou que ele se apresentou voluntariamente às autoridades. Os demais investigados ainda não se manifestaram oficialmente sobre as acusações divulgadas.

A investigação segue em andamento, com análise de novas evidências e possíveis desdobramentos judiciais.

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