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Cesta de Páscoa cai, mas chocolate aumenta; veja preços de itens tradicionais

Mesmo com queda de 5,73% no custo geral da cesta de Páscoa, itens tradicionais como chocolates e bacalhau seguem em alta  |  Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Publicado em 05/04/2026, às 08h00   Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.   Bianca Novais

A celebração da Páscoa em 2026 traz um alívio parcial para o bolso dos brasileiros. Levantamento divulgado pela Agência Brasil aponta que a cesta de produtos típicos da data ficou, em média, 5,73% mais barata em relação ao ano passado.

Apesar da redução, o cenário não é uniforme. Enquanto alguns alimentos tiveram quedas expressivas de preço, outros itens tradicionais da mesa pascal continuam mais caros, pressionando o orçamento de quem pretende manter as tradições.

Foto: Freepik

Vilões continuam pesando

Entre os produtos que mais subiram, os chocolates lideram com alta de 16,71%, bem acima da inflação geral, que ficou em 3,18% no período. O bacalhau também registrou aumento significativo, de 9,9%, seguido por itens como sardinha em conserva (8,84%) e atum (6,41%).

Esse comportamento revela que, mesmo quando a cesta total fica mais barata, produtos específicos, especialmente os mais simbólicos da data, podem seguir encarecendo.

O que puxou a queda?

Por outro lado, alimentos básicos tiveram forte recuo e ajudaram a reduzir o custo médio da Páscoa. O arroz caiu 26,11%, o azeite recuou 23,20% e os ovos de galinha ficaram 14,56% mais baratos.

Essas quedas estão relacionadas, principalmente, à melhora na produção agrícola e à normalização de preços após períodos de alta. Ainda assim, o repasse dessas reduções para produtos industrializados tende a ser mais lento.

Por que o chocolate ainda sobe?

Mesmo com a queda no preço do cacau no mercado internacional, que chegou a recuar cerca de 60% nos últimos meses, os chocolates continuam mais caros para o consumidor.

Isso acontece porque o valor final envolve outros custos, como leite, açúcar, transporte e variação cambial. Além disso, o mercado concentrado, com poucas empresas dominando grande parte das vendas, também limita a queda de preços.

Tendência dos últimos anos

A redução de 2026 marca o segundo ano consecutivo de queda na cesta de Páscoa, após recuo de 6,77% em 2025. Nos anos anteriores, porém, o movimento foi oposto, com altas expressivas em 2023 e 2024.

No acumulado de quatro anos, os preços dos produtos típicos ainda registram aumento, embora abaixo da inflação geral do período.

Mesmo com as variações de preços, a intenção de compra permanece alta: cerca de 90% dos consumidores pretendem adquirir itens de Páscoa neste ano.

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