Negócios
Publicado em 03/07/2026, às 19h01 Foto: Magnific/gpointstudio Andrezza Souza, Gabriela Pessanha
A partida entre Brasil e Noruega, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, deve movimentar a Vila Madalena neste domingo (5). Entre os comerciantes ouvidos pelo BNews São Paulo, as expectativas são divididas. Enquanto bares e restaurantes esperam casas cheias durante a partida, outros segmentos afirmam que a competição reduziu o fluxo de clientes.
Na hamburgueria Mr. Madalena, o atendente Diego Cruz afirma que a Copa impulsionou o comércio da região, principalmente pela presença de turistas e de pessoas que procuram um lugar para assistir aos jogos.
"Eu acho que aumentou bastante. A Copa trouxe uma margem de turismo para cá. Muita gente está vindo para assistir aos jogos em um lugar confortável, bebendo uma cerveja e comendo alguma coisa boa."
Segundo ele, a movimentação cresce a cada rodada da competição.
"Cada jogo parece que aumenta gradativamente o movimento."
Diego ressalta, no entanto, que o maior fluxo acontece apenas durante a partida.
"Acaba o jogo e todo mundo vai embora. É o movimento daquela hora, mas vale muito a pena."
Na pizzaria Paul's, a avaliação também é positiva. O funcionário David Cândido conta que o movimento praticamente dobrou desde o início da Copa.
"O movimento vem crescendo bastante, duplicou. A região está muito movimentada."
Ele explica que o delivery registra alta antes e depois dos jogos, enquanto o salão recebe grande público durante a transmissão.
"Quando a gente coloca o jogo na TV, o salão bomba bastante."
Para David, o cenário é semelhante em outros estabelecimentos da Vila Madalena.
"É uma tendência da região. Os bares aqui da frente ficam superlotados nos dias de jogo."
Os dois comerciantes também acreditam na classificação da Seleção Brasileira. Diego aposta em empate por 2 a 2, com vitória do Brasil nos pênaltis. Já David prevê triunfo por 3 a 1.
Já entre comerciantes de outros segmentos, a percepção é diferente.
Na floricultura Arranjo Tropical, Cristina Sanches afirma que a Copa alterou a rotina da equipe e diminuiu a procura pelos serviços.
"Atrapalha. A gente se adapta aos horários dos jogos, mas os pedidos diminuem bastante."
Ela explica que julho já costuma ser um mês mais fraco para o setor e acredita que a competição contribui para esse cenário.
"É um mês que já tem um movimento mais fraco e a Copa faz com que as pessoas fiquem com a cabeça em outras coisas."
Na loja Neverland, a comerciante Silvana Pereira Kadomoto também relata redução no fluxo de clientes.
"O movimento caiu bastante."
Apesar disso, ela destaca que as camisetas da Seleção Brasileira se tornaram o principal produto vendido durante a competição.
"As camisetas do Brasil foram o nosso top de vendas."
Silvana afirma ainda que apenas o primeiro jogo do Brasil trouxe maior movimentação às ruas da Vila Madalena. Nas partidas seguintes, segundo ela, o fluxo de pessoas foi mais tranquilo.
Apesar das diferenças na percepção sobre os impactos da Copa no comércio, os quatro entrevistados compartilham a mesma expectativa para domingo: a classificação da Seleção Brasileira diante da Noruega, em duelo marcado para as 17h pelas oitavas de final do Mundial.
Fiat Strada dispara e fecha semestre como carro mais vendido do Brasil; veja ranking
Bolsa Família de julho já tem calendário definido; veja quando sacar