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Publicado em 18/06/2026, às 11h49 Foto: reprodução/Freepik Fernanda Montanha
No Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, famílias reforçam que a inclusão de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) nas escolas é uma garantia prevista em lei, e não uma escolha das instituições.
A legislação brasileira determina que escolas públicas e privadas não podem recusar matrícula de alunos com deficiência. Estudantes autistas têm direito ao acesso à educação, adaptações e suporte conforme suas necessidades individuais.
A proteção está prevista em normas como a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei Berenice Piana, que estabelece direitos das pessoas com autismo.
Segundo especialistas, a escola deve oferecer condições para que o aluno participe efetivamente da rotina escolar, com planejamento, acolhimento e estratégias pedagógicas adequadas, conta a Rede98.
A inclusão não se limita à presença do estudante em sala de aula. Famílias podem solicitar mudanças em materiais, atividades, provas e avaliações para adequar o ensino ao modo de aprendizagem do aluno.
A advogada Adriana Monteiro explica que a adaptação deve buscar participação real do estudante no processo educativo, e não apenas manter a criança matriculada.
Quando necessário, a escola também deve disponibilizar profissional de apoio para auxiliar em atividades como alimentação, higiene, organização da rotina e questões emocionais.
Esse suporte precisa ser avaliado individualmente, considerando as características e necessidades de cada estudante.
Especialistas alertam que episódios de desregulação emocional devem ser compreendidos e prevenidos pela equipe escolar, em vez de tratados apenas com punições.
A escola precisa conhecer o aluno, identificar possíveis gatilhos e preparar profissionais para lidar com situações específicas.
Casos de recusa de matrícula, falta de apoio ou exclusão podem ser denunciados à Delegacia de Polícia, Defensoria Pública ou Ministério Público.
É recomendado guardar registros de conversas, documentos e comunicações com a instituição para auxiliar em possíveis medidas.
Apesar dos direitos garantidos, famílias e especialistas apontam dificuldades na aplicação das normas. A falta de formação adequada e estrutura em algumas escolas ainda é um dos principais obstáculos.
Os desafios podem ser maiores nos anos finais da educação básica, especialmente para estudantes que precisam de mais suporte no aprendizado.
A inclusão também deve existir no ensino superior, com acessibilidade, adaptações e recursos para estudantes autistas em universidades e faculdades.