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Publicado em 20/05/2026, às 11h33 Foto: reprodução/Freepik Fernanda Montanha
A Estrela, tradicional fabricante brasileira de brinquedos, protocolou nesta quarta (20) um pedido de recuperação judicial na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais. O processo também envolve outras empresas ligadas ao grupo.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a medida foi adotada para reorganizar as dívidas da companhia e tentar manter as operações em funcionamento. A recuperação judicial busca evitar a falência e permitir a renegociação dos débitos, conforme explicou a empresa.
Nesse modelo, as companhias conseguem suspender temporariamente cobranças enquanto apresentam um plano de pagamento aos credores. O procedimento também tem como objetivo preservar empregos e impedir a paralisação das atividades, segundo o Metrópoles.
No documento divulgado ao mercado, a Estrela afirmou que enfrentou aumento no custo de capital, restrição ao crédito e mudanças no comportamento dos consumidores nos últimos anos.
A fabricante também mencionou o crescimento da concorrência, especialmente no ambiente digital e entre produtos importados. Segundo a empresa, o avanço dos jogos eletrônicos e das redes sociais impactou diretamente o setor de brinquedos.
Apesar do cenário financeiro, a companhia declarou que pretende manter normalmente suas operações industriais, comerciais e administrativas durante o processo de recuperação judicial. A empresa informou ainda que seguirá atendendo clientes, fornecedores e parceiros enquanto negocia a reestruturação financeira.
Fundada em 1937, a Estrela se tornou uma das marcas mais conhecidas da indústria nacional de brinquedos. A empresa começou como uma pequena fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira e, ao longo das décadas, ampliou sua presença no mercado brasileiro.
Entre os produtos mais famosos lançados pela companhia estão Banco Imobiliário, Autorama e Genius. A marca também ficou conhecida por brinquedos como Falcon, Susi, Ferrorama, Fofolete e Moranguinho.
Nos anos 2000, a empresa passou a investir na modernização de clássicos e na expansão de brinquedos licenciados e colecionáveis. Mesmo com tentativas de renovação, a companhia enfrentou dificuldades para acompanhar as mudanças do mercado infantil.
Atualmente, a Estrela mantém escritório em São Paulo e fábricas localizadas em cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Sergipe.
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