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Imposto de até 44%? Reforma tributária acende alerta para aluguel de imóveis por temporada

Com a reforma tributária, aluguel por temporada pode enfrentar imposto de até 44%, elevando custos e exigindo mais planejamento extra  |  Foto: Freepik

Publicado em 27/01/2026, às 13h06   Foto: Freepik   Nathalia Quiereguini

A regulamentação da Reforma Tributária começa a impactar diretamente quem investe em imóveis para aluguel por temporada.

O modelo, impulsionado por plataformas digitais, passa a enfrentar um cenário mais complexo, com aumento da carga tributária e maior exigência de organização, sobretudo para pessoas físicas.

A reforma tributária muda o jogo para quem investe em imóveis e exige mais atenção ao planejamento para evitar perda de rentabilidade / Foto: Freepik

Aluguel passa a ser visto como atividade econômica

O principal ponto de virada está no enquadramento. A locação por períodos curtos, antes tratada como renda imobiliária, passa a ser considerada atividade econômica organizada, semelhante à prestação de serviços de hospedagem.

Essa mudança altera profundamente a forma de tributação do setor, as informações são do Info Money.

Tributos sobre consumo entram na conta

Com a nova legislação, o aluguel por temporada passa a sofrer incidência do IBS e da CBS, tributosque recaem sobre a receita bruta, e não sobre o lucro.

Diferentemente do Imposto de Renda, esses tributos não consideram despesas, vacância ou sazonalidade, o que pressiona diretamente as margens do investidor.

Mais imposto, mesmo com custos altos

Na prática, isso significa pagar imposto mesmo quando a operação tem custos elevados.

Gastos com manutenção, limpeza, condomínio e taxas de plataformas deixam de ser relevantes para o cálculo dos novos tributos. Para quem atua como pessoa física, o impacto tende a ser maior.

IR continua existindo

A Reforma Tributária não elimina o Imposto de Renda. Ele segue incidindo normalmente sobre os rendimentos.

Com isso, o investidor passa a conviver com tributação sobre renda e sobre consumo ao mesmo tempo, o que pode levar a uma carga total próxima de 44% do valor recebido em aluguéis, dependendo do volume de receitas.

Fiscalização deve ficar mais rigorosa

Outro efeito esperado é o aumento da fiscalização. O cruzamento de dados e a formalização das operações reduzem o espaço para informalidade, elevando o risco para quem não mantém controle adequado da atividade.

Pessoa jurídica ganha espaço

Diante desse cenário, a estruturação via pessoa jurídica passa a ser considerada por muitos investidores.

Em alguns casos, a carga tributáriapode ser menor, além de facilitar a gestão e o planejamento. A decisão, porém, deve ser avaliada caso a caso.

Planejamento vira regra

O aluguel por temporada segue sendo uma alternativa atrativa, mas deixa de ser simples. Planejamento tributário e gestão deixam de ser diferenciais e passam a ser essenciais para preservar a rentabilidade nos próximos anos.

Classificação Indicativa: Livre


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