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Publicado em 03/04/2026, às 13h17 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Marcela Guimarães
O envio da declaração do Imposto de Renda 2026 deve ser feito até 29 de maio. Por mais que o limite ainda pareça distante, especialistas recomendam não deixar para a última hora.
Antecipar o preenchimento, ou pelo menos organizar os documentos, ajuda a evitar erros e problemas futuros. Mesmo com a facilidade da declaração pré-preenchida, é essencial revisar todas as informações antes do envio.
Isso só é possível com os comprovantes em mãos, incluindo rendimentos, despesas e registros financeiros do ano anterior.
Para quem pretende fazer a própria declaração, reunir a documentação é a etapa mais importante. O contribuinte precisa ter acesso a informes de rendimentos, comprovantes de pagamentos e a posição atualizada de seus bens.
“O importante para todo mundo que vai fazer a declaração é primeiro juntar todos os documentos. Todos os comprovantes de rendimentos, tudo que a pessoa ganhou no ano passado, tudo que ela pagou, principalmente os pagamentos feitos a outras pessoas físicas, e ter a posição dos bens dela no dia 31 de dezembro do ano passado, ou seja, o saldo bancário e quanto valia cada aplicação financeira”, explicou José Carlos Fernandes da Fonseca, auditor-fiscal e supervisor nacional do IR, ao portal Terra.
Segundo ele, mesmo quem opta por contratar um contador não escapa dessa etapa. “Porque o profissional não vai inventar”, disse. Por isso, a recomendação é não deixar a busca pelos documentos para os últimos dias.
Em geral, bancos e fontes pagadoras enviam esses comprovantes automaticamente. Já despesas com profissionais como médicos exigem atenção extra, já que é necessário guardar notas fiscais ou recibos.
Vale lembrar que nem todos os gastos com saúde podem ser abatidos.
A falta de organização está por trás de muitos problemas na hora de declarar. Um dos deslizes mais frequentes é esquecer de incluir alguma fonte de renda.
Outro ponto de atenção são as despesas médicas. Para que sejam aceitas, é preciso comprovar tanto o serviço quanto o pagamento, com documentos como recibos e extratos bancários ou do cartão.
Também é comum haver problemas na declaração de pensão alimentícia. Nesses casos, a Receita Federal (RF) exige provas de que os valores foram efetivamente pagos.
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