Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 21/05/2026, às 15h22
Os suspeitos de roubar e matar a Guarda Civil Metropolitana (GCM) Sara Andrade dos Reis, de 34 anos, confessaram detalhes sobre o destino dos pertences da vítima após o crime.
Segundo as investigações, o celular da agente foi comercializado por apenas R$ 150, enquanto sua arma de trabalho, uma pistola 9 mm, foi vendida por R$ 8 mil.
O valor total teria sido dividido entre os envolvidos no latrocínio.
Segundo o portal Metrópoles, Sara foi morta no dia 19 de abril na Rodovia dos Imigrantes, zona sul de São Paulo, enquanto se deslocava para o trabalho em sua motocicleta.
A guarda foi abordada por dois criminosos e atingida por um disparo na cabeça. O corpo da agente foi localizado na manhã seguinte, sem o armamento e o aparelho telefônico.
A investigação da Polícia Civil avançou significativamente nessa semana.
Um adolescente foi apreendido na última terça-feira (19), escondido em uma residência no bairro do Jabaquara, onde admitiu ter participado diretamente no ataque.
O outro suspeito já havia sido detido no dia 5 de maio, durante uma operação da 2ª Delegacia Seccional (Sul).
Câmeras de monitoramento foram fundamentais para a identificação da dupla. As imagens flagraram os criminosos trafegando em uma motocicleta Hornet vermelha pela região onde a GCM foi vista com vida pela última vez.
Com a captura dos envolvidos, a polícia conseguiu traçar a rota dos objetos roubados e chegar ao paradeiro da pistola que a agente usava.
A arma de Sara foi localizada por policiais do Cerco. Apesar de o brasão da instituição ter sido raspado pelos criminosos na tentativa de dificultar a identificação, a perícia confirmou se tratar do armamento da guarda.
As munições encontradas com o objeto coincidiam com o lote adquirido pela GCM para seus agentes.
Agora, a pistola passa por testes balísticos para confirmar se foi utilizado no disparo que matou Sara.
O caso, que inicialmente foi registrado pelo 26º Distrito Policial, está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as diligências continuam para identificar possíveis receptadores e outros envolvidos na logística do crime.
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