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Rival do Geely EX2? Novo BYD Dolphin Mini terá motor de 127 cv e tração traseira

Novo Dolphin Mini troca a tração dianteira pela traseira, ganha frunk e motor de 127 cv para enfrentar a concorrência chinesa  |  Foto: Divulgação/BYD

Publicado em 28/09/2026, às 18h18   Foto: Divulgação/BYD   Marcela Guimarães

A próxima geração do BYD Seagull, conhecido no Brasil como Dolphin Mini, prepara mudanças para tentar recuperar espaço no competitivo mercado chinês de carros elétricos.

O modelo, que já vem sendo chamado de Great Seagull pela imprensa local, terá uma construção diferente da atual e passará a contar com tração traseira.

A alteração na posição do conjunto motriz também cria uma área de armazenamento inédita no hatch: um porta-malas dianteiro, conhecido como frunk.

A solução aproxima o novo modelo da receita adotada pelo Geely EX2, um de seus principais rivais no segmento.

As novas informações foram divulgadas pelo site chinês Autohome depois que documentos do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) e imagens oficiais do veículo vieram a público.

Além da mudança na tração, o carro passou por alterações na suspensão e nas dimensões dos pneus.

BYD Dolphin Mini 2027 (Foto: Divulgação)
BYD Dolphin Mini 2027 (Foto: Divulgação)

Mais potência

Na geração atual vendida na China, o Seagull utiliza um motor dianteiro de 55 kW, equivalente a 75 cv. O novo modelo, por outro lado, aparece nos registros do MIIT equipado com o propulsor TZ164XYB, produzido pela Zhengzhou BYD Auto.

O motor entrega 95 kW, ou 127 cv, o que representa um grande aumento de potência. Com a nova configuração, a velocidade máxima declarada sobe para 150 km/h.

Outra mudança importante está no eixo traseiro. As molas helicoidais utilizadas no Dolphin Mini atual serão substituídas por uma suspensão independente do tipo multilink.

O novo conjunto é acompanhado por pneus consideravelmente mais largos: serão unidades 205/60 R16 montadas em rodas de 16 polegadas com quatro raios duplos. No modelo chinês atual, os pneus têm 165 mm ou 175 mm de largura.

Imagens feitas durante uma sessão de fotos promocionais também levantaram a possibilidade de que as versões mais caras recebam a bateria Blade de segunda geração e a tecnologia Flash Charging da BYD. Até agora, enfim, a marca não confirmou oficialmente essa possibilidade.

Mudanças no design

A transformação do Dolphin Mini não ficará restrita à parte mecânica. A carroceria terá novas soluções, incluindo maçanetas mecânicas semi-rebatidas no lugar das unidades retráteis embutidas utilizadas anteriormente.

Na traseira, as lanternas passam a ser divididas e ficam posicionadas abaixo de um aerofólio de grandes dimensões. O conjunto ainda conta com um difusor integrado.

No teto, o modelo poderá receber um módulo de LiDAR como equipamento opcional. O recurso estará associado ao sistema de assistência à condução DiPilot 300, também chamado de God's Eye B, que oferece recursos de nível 2.

Por dentro, a BYD adotará um volante de dois raios com base achatada e uma central multimídia em formato flutuante. O painel também terá comandos físicos posicionados abaixo das saídas de ar, além de carregador de celular por indução e dois porta-copos dispostos verticalmente.

Semelhanças com o Geely EX2

A novidade deixa o Dolphin Mini ainda mais próximo do Geely EX2, chamado de Xingyuan no mercado chinês.

Os dois compactos compartilham diversas características, como tração traseira, suspensão traseira independente e porta-malas dianteiro.

Outro ponto em comum é o entre-eixos de 2.650 mm. Apesar disso, o BYD é maior no comprimento, chegando a 4.205 mm (70 mm a mais que o rival).

A mudança de estratégia acontece em meio a uma disputa acirrada no mercado chinês. Em agosto, o Seagull somou 10.103 emplacamentos no país. No mesmo período, o Xingyuan registrou 39.651 unidades no varejo e 60.955 entregas no atacado.

Por enquanto, a fabricante também não revelou o preço nem a data oficial de lançamento da nova geração do Dolphin Mini. No Brasil, a chegada do modelo já foi confirmada pelo vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, para aproximadamente 2028.

A expectativa é que o novo hatch passe a ser vendido no país ao lado da geração atual, que continuará sendo produzida na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia.

*Com apuração do portal Motor1

Classificação Indicativa: Livre


TagscarrosCarrobydDolphin miniGeelyGeely EX2

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