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Salário mínimo paulista pode chegar a R$ 1.874 em 2026; entenda o que muda

Proposta enviada à Alesp prevê salário 15,6% acima do nacional e acumula alta de 46% em quatro anos, ampliando renda de mais de 70 categorias  |  Foto: Divulgação/Agência SP.

Publicado em 29/04/2026, às 15h29   Foto: Divulgação/Agência SP.   Bianca Novais

O Governo de São Paulo encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), nesta terça-feira (28), um projeto de lei que estabelece o novo salário mínimo estadual em R$ 1.874 a partir de 2026.

A informação foi divulgada pela Agência SP, e marca a atualização do piso regional que atende trabalhadores de mais de 70 categorias definidas em legislação específica.

Se aprovado, o valor representará um aumento nominal de 46% em relação ao mínimo paulista vigente em 2022, quando o piso era de R$ 1.284. Na comparação com o salário mínimo nacional atual, fixado em R$ 1.621, a proposta coloca o piso paulista 15,6% acima, com uma diferença de R$ 253.

Valorização acima da inflação

De acordo com o governo estadual, a evolução do salário mínimo paulista nos últimos quatro anos superou tanto o reajuste nacional quanto a inflação do período. Enquanto o piso nacional acumulou alta de 33,7% desde 2022, o índice estadual avançou 46%.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para inflação, registrou 19,5% no mesmo intervalo.

Na prática, isso significa que o reajuste do mínimo paulista mais do que dobrou o impacto inflacionário, resultando em ganho real para os trabalhadores abrangidos pelo piso regional.

Impacto para trabalhadores

O aumento proposto representa R$ 590 a mais no salário mínimo estadual em comparação ao valor pago há quatro anos. Segundo o governo, a medida busca ampliar o poder de compra e garantir maior proteção à renda, especialmente para categorias que não possuem acordos coletivos próprios.

A política de valorização do piso regional também é apresentada como parte de uma estratégia de estímulo ao desenvolvimento econômico, com foco na geração de oportunidades e no fortalecimento do mercado interno.

Próximos passos

O projeto agora segue para análise e votação na Alesp. Caso aprovado pelos deputados estaduais, o novo valor passará a valer conforme o cronograma definido na legislação.

A discussão deve envolver tanto os impactos positivos na renda dos trabalhadores quanto os possíveis efeitos sobre o custo para empregadores, especialmente em setores que utilizam o piso regional como referência salarial.

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