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Starlink vai aproximar 4.400 satélites da Terra em 2026; entenda

Mudança histórica na constelação da SpaceX responde ao Mínimo Solar, reduz riscos de colisão e acelera a remoção de lixo espacial na órbita terrestre baixa  |  Foto: divulgação/Starlink

Publicado em 05/01/2026, às 14h28   Foto: divulgação/Starlink   Ana Caroline Alves

A Starlink, empresa de internet via satélite da SpaceX, anunciou um plano inédito para 2026: a reconfiguração orbital de cerca de 4.400 satélites, quase metade de sua constelação ativa.

A operação prevê a redução da altitude desses equipamentos de aproximadamente 550 quilômetros para 480 quilômetros acima da Terra, configurando a maior manobra coordenada já realizada por uma operadora de satélites comerciais.

A decisão marca um novo momento na gestão da órbita terrestre baixa e surge em meio a crescentes preocupações globais sobre congestionamento espacial, segurança orbital e sustentabilidade a longo prazo, as informaçõe são do O Globo.

O impacto do Mínimo Solar na órbita da Terra

O principal fator por trás da mudança é o próximo Mínimo Solar, fase do ciclo de atividade do Sol que ocorre, em média, a cada 11 anos. Nesse período, a atividade magnética solar diminui, fazendo com que a atmosfera terrestre se contraia e fique menos densa nas camadas superiores.

Essa rarefação afeta diretamente o chamado arrasto atmosférico, força natural que ajuda a desacelerar satélites e detritos até que reentrem na atmosfera e se desintegrem. Em altitudes como 550 km, satélites inativos podem permanecer em órbita por vários anos, aumentando o risco de colisões em cadeia.

Ao operar a 480 km, a Starlink reduz drasticamente esse problema. Nessa faixa, o tempo de decaimento orbital pode cair em mais de 80%, permitindo que satélites desativados retornem à atmosfera em poucos meses, e não em anos.

Foto: Divulgação

Menos lixo espacial e mais segurança orbital

Outro objetivo central da reconfiguração é mitigar a crescente poluição espacial. A órbita terrestre baixa tem se tornado cada vez mais congestionada, com milhares de novos satélites lançados por empresas e governos nos últimos anos.

A escala da operação é sustentada pelo histórico técnico da empresa: a Starlink afirma operar atualmente mais de 9.000 satélites, com apenas duas unidades inativas. Além disso, a reconfiguração ocorre em paralelo à introdução dos satélites de terceira geração (V3), que prometem capacidade de transmissão até dez vezes maior.

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