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Após acusações no "Caso Cão Orelha", famílias negam culpa dos adolescentes; entenda

Parentes de adolescentes citados na investigação afirmam que não há provas concretas ligando-os ao caso, enfrentando ataques online.  |  Foto: Reprodução/Instagram

Publicado em 27/01/2026, às 09h16   Foto: Reprodução/Instagram   Fernanda Montanha

A repercussão da morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis, ganhou novos contornos nos últimos dias após manifestações públicas de famílias de adolescentes citados na investigação.

Diante da intensa exposição nas redes sociais, parentes decidiram se posicionar para rebater acusações que, segundo eles, não têm respaldo nos fatos apurados até o momento, segundo a CNN.

O principal argumento apresentado é que os jovens estariam sendo associados ao caso sem provas concretas. A pressão digital acabou criando um ambiente de julgamento antecipado, o que motivou os familiares a se pronunciarem oficialmente.

Foto: Reprodução/Instagram

Acusações virtuais e consequências reais

Em uma das notas divulgadas, os pais afirmam que o filho não possui qualquer relação com as agressões investigadas. Segundo o relato, a simples menção do nome do adolescente nas redes foi suficiente para desencadear uma onda de ataques, incluindo ameaças diretas e divulgação indevida de informações pessoais.

A família relata que a situação saiu do controle em poucos dias. O impacto ultrapassou o ambiente online e passou a afetar a segurança e o bem-estar emocional, especialmente do adolescente, que passou a temer represálias.

Outra família também divulgou um posicionamento semelhante, reforçando que o filho não aparece em vídeos que circulam nas redes sociais. De acordo com os pais, as imagens compartilhadas não comprovam a participação do jovem no episódio e vêm sendo interpretadas de maneira distorcida.

Eles também explicaram que uma viagem recente do adolescente, já planejada antes do caso, foi usada como base para especulações. A narrativa de fuga se espalhou rapidamente, mesmo sem confirmação oficial, o que aumentou a exposição negativa.

Colaboração com as autoridades

Apesar da indignação, as famílias afirmam que não compactuam com maus-tratos a animais e reiteram confiança no trabalho da Polícia Civil. Segundo os relatos, todos os pedidos das autoridades têm sido atendidos e a colaboração segue ativa.

Os pais destacam ainda que a busca por justiça não deve abrir espaço para acusações precipitadas. A responsabilidade pelas investigações cabe exclusivamente aos órgãos competentes, reforçam nos comunicados.

O andamento da investigação

A Polícia Civil de Santa Catarina apura se um grupo de adolescentes esteve envolvido nas agressões que levaram à morte do cão. Na manhã desta segunda-feira, dia 26, foi realizada uma operação para avançar na coleta de provas.

Durante a ação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. O foco foi a obtenção de materiais eletrônicos que possam ajudar a esclarecer os fatos.

De acordo com o delegado Ulisses Gabriel, um dos mandados teve como alvo um homem suspeito de coagir uma testemunha durante a apuração. A polícia buscava localizar uma possível arma de fogo utilizada em ameaças, mas o item não foi encontrado.

Também foram realizadas buscas nas casas de dois adolescentes. Outros dois jovens mencionados na investigação estão fora do país, em uma viagem internacional previamente organizada. A polícia afirma que todas as hipóteses seguem sendo analisadas, e que o caso continua em andamento.

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