Polícia
Publicado em 25/05/2026, às 08h00 Foto: Reprodução/Polícia Civil Fernanda Montanha
Uma mulher de 47 anos foi presa em flagrante na madrugada deste domingo (24), em Diadema, na Grande São Paulo, após um acidente que resultou na morte do próprio tio.
A Polícia Civil informou que a motorista foi indiciada por homicídio com dolo eventual, embriaguez ao volante, omissão de socorro e fuga do local, após a colisão registrada na Estrada do Rufino.
Segundo as investigações, o carro conduzido por Carla Regina de Paula saiu da pista após uma curva e atingiu um poste. No veículo estavam outras duas pessoas. Rubens Pedro de Oliveira, serralheiro de 63 anos e tio da motorista, ocupava o banco traseiro e morreu em decorrência do impacto, segundo o Metrópoles.
Além da vítima fatal, uma mulher de 51 anos também estava no automóvel. Ela seguia no banco dianteiro e ficou presa às ferragens após a batida, sendo socorrida com vida.
Após o acidente, a condutora deixou o local sem prestar assistência às vítimas, mesmo com o tio em parada cardiorrespiratória, conforme aponta o indiciamento. O caso foi inicialmente registrado no 3º Distrito Policial de Diadema e segue sob investigação do 4º DP da cidade.
A suspeita deve passar por audiência de custódia e responder ao processo na Comarca de São Bernardo do Campo, vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
De acordo com a apuração policial, enquanto equipes da Polícia Militar atendiam a ocorrência, Carla telefonou para o celular do tio. Os agentes atenderam a ligação e ouviram a mulher afirmar que seu veículo havia sido roubado por 2 homens em uma motocicleta.
Os policiais solicitaram que ela comparecesse ao local, informando que o carro havia sido encontrado. Mesmo após chegar ao endereço utilizando um aplicativo de transporte, a mulher manteve a versão de que teria sido vítima de assalto, relato que foi registrado pelas câmeras corporais dos agentes.
Na delegacia, a suspeita continuou sustentando a mesma narrativa até ser confrontada com depoimentos de testemunhas e da passageira sobrevivente. Somente depois admitiu que dirigia o veículo no momento da colisão.
Os policiais relataram que a motorista apresentava sinais compatíveis com consumo de álcool, como fala desconexa, odor etílico e comportamento desorganizado. Embora tenha se recusado a realizar exame de sangue, um laudo pericial posterior apontou características como andar cambaleante, atenção dispersa e hálito fortemente alcoólico.
A autoridade policial destacou que a investigada demonstrou indiferença após o acidente e tentou enganar os agentes com uma versão considerada fantasiosa. Já a defesa de Carla contestou essa avaliação e afirmou que ela está abalada pela morte do tio, ressaltando que a cliente não possui antecedentes criminais.
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