Polícia

Assédio no metrô de SP leva à demissão e prisão em flagrante

Assédio no metrô de SP reacende debate sobre segurança feminina após demissão de funcionário e prisão de suspeito em duas linhas da capital  |  Foto: Freepik

Publicado em 26/02/2026, às 13h15   Foto: Freepik   Nathalia Quiereguini

Dois casos de assédio sexual registrados na quarta-feira (25) dentro do sistema ferroviário de São Paulo terminaram com a demissão de um funcionário do metrô e a prisão em flagrante de um suspeito.

As ocorrências aconteceram nas linhas 3-Vermelha e 7-Rubi e envolveram passageiras em diferentes estações da capital.

Na Linha 3-Vermelha, uma mulher foi vítima de importunação sexual dentro do trem e, ao desembarcar na estação Sé, no Centro, procurou ajuda de um funcionário.

Segundo o relato, ela não recebeu acolhimento imediato. O trabalhador ainda teria atribuído o ocorrido à roupa usada pela passageira.

A atitude foi considerada incompatível com os protocolos da companhia. Em nota, a empresa informou que outros funcionários prestaram assistência e confirmou a demissão do empregado envolvido.

A vítima optou por não registrar boletim de ocorrência naquele momento, segundo infromações do G1.

Funcionário é demitido e suspeito preso após dois casos de assédio em trens de São Paulo no mesmo dia / Foto: Freepik

Atendimento e protocolos

Casos de importunação sexual em ambientes de transporte coletivo exigem acolhimento imediato, proteção da vítima e acionamento das equipes de segurança.

Especialistas apontam que comentários que responsabilizam a vítima podem aumentar o impacto psicológico da violência e reduzir a disposição para denunciar.

O episódio ganhou repercussão por envolver um agente responsável pelo atendimento ao público.

A companhia declarou repudiar qualquer forma de violência e afirmou que seus colaboradores passam por treinamento para lidar com ocorrências dessa natureza.

Outro flagrante no mesmo dia

Também na quarta-feira, uma segunda ocorrência foi registrada na Linha 7-Rubi, administrada pela concessionária TIC Trens, na estação Água Branca, zona oeste da capital.

Testemunhas relataram que a mulher começou a chorar após o assédio dentro do trem. Passageiros acionaram seguranças na plataforma, e uma policial civil à paisana que presenciou a situação prendeu o suspeito em flagrante.

Diferentemente do primeiro caso, houve condução imediata do agressor à delegacia.

Apuração

As empresas responsáveis pelas linhas informaram que colaboram com as autoridades e reforçaram orientações para que vítimas e testemunhas acionem imediatamente funcionários ou equipes de segurança.

O caso também deve passar por apuração interna para avaliar possíveis falhas no atendimento e nos procedimentos adotados.

Classificação Indicativa: Livre


TagsmetrôassédioImportunaçãoPassageiras

Leia também


Feminicídio em shopping: Crime em joalheria mobiliza a polícia


Ônibus de Proteção à Mulher atende 11 mil no Carnaval de SP