Polícia
Publicado em 25/04/2026, às 20h14 Bomba mata sete pessoas - Reprodução: Vídeo G1 / Metrópoles Andrezza Souza
Um ataque com bomba deixou ao menos sete pessoas mortas e mais de 20 feridas neste sábado (25) no sudoeste da Colômbia, em um episódio que intensificou o clima de tensão no país a pouco mais de um mês das eleições presidenciais.
A explosão ocorreu em uma estrada do departamento de Cauca e atingiu diversos veículos que trafegavam pela região, área conhecida pela presença de grupos armados ilegais.
O atentado faz parte de uma sequência de ataques registrados desde sexta-feira (24) nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. As autoridades colombianas atribuem os episódios a dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que não aderiram ao acordo de paz firmado em 2016 e continuam atuando em atividades criminosas.
Um dos ataques ocorreu na cidade de Cali, terceira maior do país, onde uma explosão atingiu uma base militar e deixou feridos. Imagens divulgadas por autoridades e pela imprensa local mostraram veículos destruídos, ruas interditadas e forte presença de forças de segurança na área.
Segundo autoridades locais, a região tem sido palco frequente de confrontos e atentados ligados a disputas por rotas do narcotráfico e outras atividades ilegais, como extorsão e mineração clandestina. Nos últimos anos, esses episódios contribuíram para a pior onda de violência registrada no país na última década.
A nova onda de violência ocorre em um momento político sensível, com a eleição presidencial marcada para 31 de maio. O aumento dos ataques reforça a preocupação das autoridades e coloca a segurança pública no centro do debate eleitoral.
O governo colombiano informou que reforçou a presença de militares e policiais nas regiões afetadas para conter novos atentados e garantir a segurança da população. Especialistas apontam que grupos armados costumam intensificar ações violentas durante períodos eleitorais como forma de pressionar o Estado e influenciar o cenário político.
Desde que assumiu o poder em 2022, o presidente Gustavo Petro tentou negociar acordos de paz com diferentes organizações armadas, mas as tratativas não avançaram de forma significativa, e alguns grupos fortaleceram sua atuação em áreas estratégicas do país.
Megaoperação da Lei Seca autua 362 motoristas em São Paulo
Operação contra “quebra-vidro” termina com 18 presos em São Paulo
Atropelamento entre Barueri e Jandira deixa um morto e dois feridos