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Avó é presa em SP suspeita de negociar netas para exploração sexual; veja

Operação da Polícia Civil de SP prendeu uma avó e um piloto de avião suspeitos de integrar uma rede organizada de exploração sexual infantil  |  Foto: Divulgação/Polícia Civil

Publicado em 09/02/2026, às 18h08   Foto: Divulgação/Polícia Civil   Marcela Guimarães

Uma mulher de 55 anos, identificada como Denise Moreno, foi presa nesta segunda-feira (9), em São Paulo, suspeita de ter recebido dinheiro pela negociação das próprias netas, com idades entre 10 e 14 anos.

A prisão faz parte de uma operação policial que apura crimes graves relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Piloto foi preso dentro de avião em Congonhas

Na mesma ação, a Polícia Civil prendeu Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, piloto da Latam. Ele foi detido dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista.

Segundo as investigações, o homem é suspeito de fazer parte de uma rede criminosa envolvida em estupro de vulnerável e exploração sexual infantil há pelo menos oito anos.

Além das prisões temporárias, a operação cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados nos municípios de São Paulo e Guararema.

As diligências têm como objetivo reunir provas, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo criminoso.

Foto: Reprodução/TV Globo

Investigação começou em 2025

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o inquérito policial foi instaurado em outubro de 2025.

Desde então, os investigadores já identificaram pelo menos três vítimas, com idades de 11, 12 e 15 anos, submetidas a situações consideradas de extrema violência e relacionadas à exploração sexual.

Crimes investigados

A Polícia Civil apura crimes como estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição, exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, além de stalking, aliciamento de menores e coação no curso do processo.

Segundo a SSP, os investigados atuavam de forma organizada, com divisão de funções e cooperação entre os envolvidos, o que deve comprovar a caracterização de uma estrutura criminosa focada apenas na exploração sexual infantil.

Posicionamento da Latam

Em nota, a Latam informou que abriu uma apuração interna e afirmou estar colaborando com as autoridades.

“A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, declarou a empresa.

Apesar da prisão do piloto, o voo que seria operado por Sérgio Antônio Lopes ocorreu normalmente, com decolagem e pouso dentro do horário previsto. As informações são do Metrópoles.

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