Polícia
por Marcela Guimarães
Publicado em 09/02/2026, às 15h45
Nesta segunda-feira (9), equipes da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, vinculada ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), deflagraram a Operação Apertem os Cintos.
Uma série de crimes graves segue sendo apurada, incluindo estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes.
No total, segundo a Agência SP, a operação cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados, além de dois mandados de prisão temporária.
As diligências ocorrem em diferentes pontos da capital paulista, incluindo o Aeroporto de Congonhas, e também no município de Guararema (SP), mobilizando 32 policiais civis e 14 viaturas.
Até o momento, a polícia prendeu um piloto de avião de 60 anos, suspeito de fazer parte de uma rede de exploração sexual e pornografia infantil que atuaria há pelo menos oito anos.
Ele foi detido dentro de uma aeronave, no Aeroporto de Congonhas. Também foi presa uma mulher de 55 anos, apontada como responsável por receber dinheiro pela “venda” das próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, ao investigado.
O inquérito policial foi instaurado em outubro de 2025. Desde então, a Polícia Civil identificou pelo menos três vítimas, com idades de 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a situações extremas de abuso e exploração sexual.
De acordo com os investigadores, os crimes faziam parte de uma rede criminosa estruturada, focada apenas na exploração sexual de menores.
Os crimes envolvem estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo.
As provas reunidas até agora indicam que os crimes não ocorreram de forma isolada. Segundo a Polícia Civil, há indícios de uma organização criminosa com atuação contínua, divisão de funções e coordenação entre os envolvidos.
A Polícia Civil afirma que a operação busca interromper imediatamente a atuação criminosa, garantir a integridade física e psicológica das vítimas, identificar outros possíveis autores e vítimas, preservar provas fundamentais e garantir a efetividade das investigações.
As autoridades não descartam novas prisões nem o surgimento de outras vítimas ligadas ao esquema.
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