Polícia
Publicado em 05/03/2026, às 14h04 Foto: Reprodução/ G1 Nathalia Quiereguini
O corpo encontrado em uma área de floresta na província de Quebec, no Canadá, foi identificado como sendo da brasileira Letícia Alves de Oliveira, que estava desaparecida desde 2023.
A confirmação foi feita por autoridades canadenses após exames de DNA compararem o material genético do corpo com amostras já registradas em bancos de dados.
Natural de Goiânia, Letícia estava nos Estados Unidos quando fez o último contato com a família. Segundo familiares, a última conversa ocorreu no fim de 2023, por meio das redes sociais.
Depois disso, não houve mais notícias, o que levou parentes a iniciarem buscas por informações sobre seu paradeiro, segundo informações do G1.
O corpo havia sido localizado meses depois, em abril de 2024, por caçadores que passavam por uma área de mata na província canadense de Quebec.
No momento da descoberta, a vítima estava vestindo roupas adequadas para temperaturas muito baixas, incluindo casaco de inverno, gorro, botas e meias de lã.
A autópsia realizada pelas autoridades locais apontou que a causa provável da morte foi hipotermia ambiental.
A condição ocorre quando o corpo perde calormais rapidamente do que consegue produzir, provocando uma queda perigosa da temperatura corporal em ambientes de frio intenso.
Antes do desaparecimento, Letícia estava em território norte-americano e havia iniciado um processo para solicitar visto nos Estados Unidos.
De acordo com familiares, ela buscava regularizar sua situação migratória e chegou a manter contato com um escritório de advocacia em Boston.
Ainda segundo relatos da família, a brasileira chegou a ficar detida entre janeiro e abril de 2024 por autoridades de imigração dos Estados Unidos.
Foi nesse período que a amostra de DNA utilizada posteriormente na identificação foi coletada.
Letícia tinha formação em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestrado em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Segundo familiares, ela planejava seguir carreira acadêmica e concluir um doutorado.
Ela deixa uma filha de 12 anos. Até o momento, não há informações oficiais sobre o translado do corpo para o Brasil.
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