Polícia
Publicado em 29/06/2026, às 12h29 Foto: Reprodução Marcela Guimarães
A Justiça de São Paulo inicia nesta segunda-feira (29) a fase de instrução do processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, responde por homicídio qualificado. As audiências seguem até 3 de julho, quando está previsto o interrogatório do acusado.
Conforme decisão da 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo, as oitivas serão realizadas ao longo de quatro dias, reunindo delegados, peritos, policiais militares, testemunhas protegidas, familiares da vítima e outras pessoas ligadas ao caso.
O cronograma prevê:
Na mesma decisão, a juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro rejeitou pedidos preliminares da defesa, entre eles a alegação de nulidade de provas produzidas no Inquérito Policial Militar.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento onde o casal morava, no Brás, bairro na região central de São Paulo.
A acusação sustenta que, após uma discussão motivada pela decisão de Gisele de encerrar o casamento, o tenente-coronel efetuou um disparo na cabeça da esposa.
O MP afirma ainda que, após o crime, Geraldo tentou simular um suicídio ao colocar a arma na mão da vítima e alterar a cena para induzir a investigação ao erro.
Os laudos periciais identificaram inconsistências na versão apresentada pela defesa. De acordo com a investigação, foram encontrados vestígios de sangue nas roupas do acusado e indícios de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar provas.
Para o MP, o homicídio foi cometido por conta do sentimento de posse e da recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento.
A denúncia também sustenta que Gisele foi surpreendida e não teve possibilidade de defesa no momento do crime.
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