Polícia
Publicado em 31/07/2026, às 06h34 Foto: Reprodução/Redes Sociais Tatiana Ribeiro
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) prendeu, nesta quinta-feira (30), o sexto suspeito de participação na morte do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos. A corporação não informou a identidade do detido nem o local onde a prisão foi realizada.
Com a nova captura, a GCM informou que todos os investigados apontados como envolvidos no crime já foram presos.
Marcelo Magalhães estava desaparecido desde 16 de julho. O corpo dele foi encontrado no dia 23 de julho, no Rio Cotia, em Carapicuíba, na Grande São Paulo.
O caso é investigado pelo 1º Distrito Policial de Carapicuíba, ligado à Delegacia Seccional de Carapicuíba (Demacro).
No mesmo dia em que o corpo foi localizado, a Polícia Civil prendeu o quarto suspeito, Lucas Jaimes Oliveira Moura da Silva, conhecido como "Capivara". O quinto investigado foi detido na sexta-feira (24).
De acordo com as investigações, outros três suspeitos presos temporariamente — Lucas Soares de Lima, Paulo Sérgio Soares de Almeida e Júlio César Moura Batista — indicaram aos policiais o local onde o corpo da vítima havia sido ocultado.
Segundo a Polícia Civil, o ponto indicado pelos investigados coincide com o local onde o empresário foi assassinado e com o início da trilha utilizada para esconder o corpo.
As investigações também identificaram, na pedra onde Marcelo teria sido morto, a inscrição "polícia aqui morre 1533". Conforme a corporação, a mensagem é interpretada como uma referência à atuação de um "Estado paralelo" e de uma organização criminosa considerada ultraviolenta.
De acordo com a investigação, Marcelo foi vítima de um sequestro seguido de homicídio após ser atraído para uma emboscada planejada por Lucas Soares de Lima, conhecido como "Quadrado". Amigo da vítima, ele é apontado pela Polícia Civil como o mentor do crime.
As investigações indicam que Lucas convenceu o empresário a ir até o local onde ocorreu o sequestro, contando com a participação do irmão, Paulo Sérgio Soares de Almeida, além de Júlio César Moura Batista e Lucas Jaimes Oliveira Moura da Silva. Todos estão presos e devem responder por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.
Antes da execução, o grupo teria realizado transferências bancárias que somam R$ 8 mil das contas de Marcelo. Inicialmente, a polícia procurava um quarto envolvido no crime, que também acabou sendo identificado e preso durante o andamento das investigações.
Imagens das câmeras de segurança do condomínio onde Marcelo morava registraram o empresário deixando o apartamento sozinho na noite de 16 de julho. Ele aparece no elevador e, em seguida, entrando em seu carro blindado na garagem.
Segundo a Polícia Civil, Marcelo dirigiu até um bar, onde se encontrou com Lucas. Depois desse encontro, ele não foi mais visto. Horas mais tarde, o veículo da vítima foi abandonado por um homem que fugiu correndo logo após estacioná-lo.
Os investigadores também obtiveram vídeos gravados durante o período em que Marcelo permaneceu em cativeiro. Em uma das imagens, registrada pelos próprios suspeitos, o empresário aparece amordaçado dentro de um quarto.
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