Polícia
Publicado em 20/01/2026, às 10h50 Foto: Divulgação Érica Sena
Dois anos após a morte do influenciador digital e youtuber Paulo Cezar Goulart Siqueira, conhecido como PC Siqueira, a Justiça de São Paulo determinou a retomada das investigações sobre o caso.
A decisão atende a um pedido do Ministério Público (MP), que questionou a conclusão do inquérito policial de que a morte teria sido um suicídio. Com a reabertura, novas diligências serão realizadas, incluindo uma reconstituição marcada para esta terça-feira (20).
PC Siqueira foi encontrado morto em 27 de dezembro de 2023, em seu apartamento, na Zona Sul da capital paulista. À época, ele tinha 37 anos. O inquérito havia sido concluído em outubro de 2025 pelo 11º Distrito Policial de Santo Amaro, mantendo a versão apontada pela perícia, como citado pelo G1.
O Ministério Público apontou inconsistências em laudos técnicos e contradições em depoimentos colhidos durante a investigação. Além da hipótese de suicídio, outras linhas passam a ser oficialmente apuradas, como possível instigação ao suicídio ou até homicídio.
Segundo o Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi “asfixia mecânica por enforcamento”. A perícia também identificou vestígios de cocaína e medicamentos no organismo do influenciador, mas concluiu que essas substâncias não foram determinantes para o óbito.
A reconstituição será realizada no prédio onde PC morava, no bairro do Campo Belo. O procedimento será conduzido por peritos da Polícia Científica e acompanhado por agentes da Polícia Civil. Testemunhas que tiveram contato com o influenciador nas horas anteriores à morte deverão relatar suas versões, para que os peritos simulem a dinâmica dos fatos.
Entre os intimados estão a ex-namorada de PC, uma vizinha e o síndico do edifício. A ex-namorada, no entanto, não deve comparecer, alegando motivos pessoais. Nesse caso, sua versão será reproduzida com base no depoimento já prestado à polícia.
A Promotoria também solicitou a realização de acareações para esclarecer divergências entre relatos, além de perícias complementares. Advogados da família contestam a condução da investigação inicial e afirmam que testemunhas importantes deixaram de ser ouvidas.
Com a retomada do inquérito, o caso volta a ser tratado como investigação em aberto, e as conclusões anteriores deixam de ser definitivas. A expectativa do MP é que as novas diligências tragam maior clareza sobre as circunstâncias da morte do influenciador.