Polícia
Publicado em 21/06/2026, às 09h37 Foto: Reprodução/Redes sociais Fernanda Montanha
A Polícia Civil ampliou as investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).
Segunto a CNN, neste sábado (20), 3 novas prisões temporárias foram realizadas por suspeita de envolvimento no caso, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Entre os detidos estão uma mulher de 29 anos, localizada no Rio de Janeiro, e dois homens, de 25 e 27 anos, encontrados em Limeira e Indaiatuba. Outros 3 suspeitos já haviam sido presos um dia após o acidente.
Além das detenções, a Justiça autorizou buscas nos endereços dos investigados. Foram recolhidos celulares, equipamentos eletrônicos e materiais que podem ajudar a esclarecer a dinâmica do ocorrido.
Segundo a investigação, a jovem contratou uma empresa especializada para realizar o salto, mas teria sido lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar presa corretamente ao sistema de segurança.
Os responsáveis pela atividade são investigados por possíveis crimes contra a vida, considerando a hipótese de dolo eventual, além de suspeita de fraude processual. A polícia também apura o desaparecimento de uma câmera usada pela vítima durante o salto.
Testemunhas registraram o momento da queda e, nas imagens, é possível ouvir pessoas alertando que Maria Eduarda não estava conectada à estrutura de proteção. Após o acidente, equipes tentaram realizar manobras de reanimação até a chegada do Samu, mas a jovem morreu no local devido aos ferimentos.
Durante a perícia, a ausência da câmera chamou atenção dos investigadores. Para a Justiça, o sumiço do equipamento pode indicar uma tentativa de esconder informações relevantes para o caso.
Os autos também apontam que funcionários da empresa teriam deixado o local após o acidente, entrando em uma área de vegetação. O comportamento foi considerado um possível risco para o andamento das investigações.
Outro ponto analisado foi a falta de autorização para a realização da atividade. A Secretaria de Patrimônio da União informou que a empresa não possuía permissão para operar esportes na Ponte do Esqueleto.
Após o episódio, autoridades passaram a discutir medidas envolvendo a estrutura, incluindo a possibilidade de demolição da ponte e ações para impedir novos acessos ao local.
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