Polícia
Publicado em 14/06/2026, às 13h50 Foto: Reprodução/Instagram Andrezza Souza
A morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump, colocou novamente em evidência a chamada Ponte do Esqueleto, estrutura localizada na zona rural de Limeira, no interior de São Paulo, conhecida por atrair praticantes de esportes radicais e visitantes em busca de aventura.
Erguida na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, a ponte nunca chegou a ser concluída para o tráfego de veículos e permanece abandonada há aproximadamente três décadas. Sem utilização oficial, o local acabou se transformando em um ponto de encontro para ciclistas, corredores e praticantes de atividades de aventura.
Rodeada por vegetação, a Ponte do Esqueleto passou a ser utilizada informalmente para eventos de rope jump e outras modalidades radicais. Empresas e grupos independentes promoviam experiências de salto no local, aproveitando a altura da estrutura e a paisagem da região.
Segundo informações divulgadas pelo O Globo, a ponte não possui estrutura oficial destinada a esse tipo de atividade e já registra um histórico de acidentes graves.
Em abril de 2024, uma ciclista morreu após cair da estrutura durante um passeio. Meses antes, duas mulheres também sofreram ferimentos graves na mesma área.
No último sábado (13), Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa à corda de segurança durante um salto de rope jump.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é conduzida até a plataforma e lançada ao vazio, enquanto testemunhas percebem que o equipamento de segurança não havia sido conectado.
Conforme informações publicadas por O Globo, três instrutores permanecem presos e são investigados por homicídio com dolo eventual, hipótese em que se considera que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte.
Após o acidente, a Prefeitura de Limeira informou que pretende acionar judicialmente o Governo Federal, alegando omissão na fiscalização e no controle de acesso à Ponte do Esqueleto.
Segundo a administração municipal, pedidos para reforço da segurança e interdição da área já haviam sido feitos anteriormente, mas nenhuma solução definitiva teria sido implementada.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades e reacendeu discussões sobre a necessidade de regulamentação e fiscalização de atividades radicais realizadas em estruturas abandonadas e áreas públicas de risco.
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