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Polícia

Defesa de ex-candidato do PL nega ligação com o PCC em investigação

Investigação revela supostas ligações entre Danilo Morgado e o PCC, mas defesa contesta indiciamento e falta de provas no caso  |  Ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e a deputado estadual pelo PL - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 08/11/2026, às 16h24   Ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e a deputado estadual pelo PL - Foto: Reprodução/Redes Sociais   Vinicius Brito

O ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande (SP) e a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL), Danilo Morgado, foi indiciado pela Polícia Civil, que também pediu sua prisão preventiva no relatório final da Operação Vectura Corrupta. A investigação também levou à prisão do ex-vereador de São Paulo Milton Leite (União).

Neste domingo (8), a defesa de Morgado divulgou uma nota na qual nega qualquer relação do ex-candidato com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O documento

Segundo o delegado Intelizano, o ex-candidato do PL é uma “pessoa extremamente difícil de encontrar”. O documento afirma que, nas ocasiões em que foram autorizadas buscas contra Morgado, ele não foi localizado nos endereços indicados. A captura só teria sido possível, segundo o trecho, devido ao caráter itinerante do mandado de busca e ao trabalho de inteligência policial no dia da operação.

Durante a investigação, a polícia identificou conversas que, segundo o relatório, “descrevem uma relação muito mais próxima entre Danilo e Marlon Rosa [apontado como uma das lideranças do PCC] do que a admitida no depoimento”.

 O que diz a defesa do ex-candidato

A defesa de Danilo Morgado afirmou ter recebido com serenidade o indiciamento formalizado no relatório final da investigação. Em nota, os advogados contestaram a conclusão da Polícia Civil e disseram que ela não corresponde aos elementos apresentados no próprio documento.

“Apesar de mais de cinquenta dias de investigação após a deflagração da operação, a própria autoridade policial concluiu que nenhum elemento novo havia surgido contra Danilo e que sequer dispunha do resultado da extração dos aparelhos apreendidos em sua residência”, afirma a defesa.

A defesa também afirma que o relatório não identifica transferências bancárias, entrega de dinheiro, pagamento de despesas eleitorais, depósitos ou qualquer vantagem econômica destinada a Danilo. Segundo os advogados, não há provas de que o ex-candidato tenha recebido diretamente valores da organização criminosa.

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