Polícia
Publicado em 13/09/2026, às 10h02 Foto: Reprodução/Instagram Andrezza Souza
Três pessoas morreram após um prédio em construção desabar sobre uma casa na Penha, na Zona Leste de São Paulo. O Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de um homem nos escombros na noite de sábado (12).
Uma criança e duas mulheres ainda são procuradas. As equipes mantiveram as buscas durante a madrugada deste domingo (13).
Segundo o Corpo de Bombeiros, oito pessoas podem ter sido atingidas. Cinco já foram retiradas dos escombros. Além dos três mortos, uma menina de 7 anos e um homem de cerca de 30 anos foram resgatados com ferimentos leves e levados ao Pronto-Socorro do Tatuapé.
Entre as vítimas está uma mulher grávida. Outra mulher também morreu no desabamento.
O prédio tinha 12 andares e desabou por volta das 2h de sábado, na Rua Tequici. A estrutura atingiu uma residência vizinha.
Durante a madrugada, cerca de 70 bombeiros trabalhavam no local, com 22 viaturas e um cão de busca e salvamento. Máquinas foram usadas para retirar partes maiores da estrutura e facilitar o acesso aos pontos onde havia possibilidade de encontrar vítimas.
A Defesa Civil interditou três casas localizadas no terreno vizinho. As causas do desabamento ainda não foram determinadas.
Embora estivesse chovendo no momento do acidente, a Defesa Civil informou que não é possível atribuir o desabamento apenas à chuva.
A construção já havia sido fiscalizada pela Prefeitura de São Paulo e chegou a ser alvo de uma ação judicial.
O responsável pelo imóvel havia solicitado um alvará em 2019, mas o pedido foi negado. Depois de novas fiscalizações, multas e uma interdição, a Prefeitura entrou na Justiça, em 2021, para pedir a demolição de uma construção irregular no terreno. Uma das multas chegou a R$ 119 mil.
A Justiça concedeu uma liminar determinando a paralisação da obra.
Em 2022, um novo projeto foi apresentado. Em agosto de 2023, a Prefeitura concedeu um Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova, condicionado à demolição da estrutura anterior.
Uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 apontou que a demolição havia sido feita. Depois disso, o processo judicial foi encerrado.
Após o desabamento, a Controladoria Geral do Município (CGM) abriu uma apuração para verificar como ocorreu a fiscalização. Segundo a Prefeitura, uma análise inicial indica que a demolição exigida pode não ter sido realizada, apesar do registro feito na vistoria.
A servidora responsável pelo laudo foi afastada por 30 dias. A Polícia Civil também investiga o caso.
A New Home Construtora informou que abriu uma investigação interna e que ainda não há elementos suficientes para apontar a causa do desabamento. A empresa também afirmou que vai analisar a movimentação de terra em um terreno vizinho.
A construtora disse ainda que não se exime de eventual responsabilidade que venha a ser identificada e que está prestando apoio às famílias afetadas.
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