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Empresa é condenada por coagir funcionário a votar em Bolsonaro

Um funcionário de uma empresa de móveis em Jundiaí foi coagido a votar em Jair Bolsonaro e recebeu R$ 20 mil de indenização  |  Foto: Google Maps/Reprodução

Publicado em 17/09/2026, às 12h57   Foto: Google Maps/Reprodução   Natane Ramos

Uma empresa de móveis de Jundiaí (SP) foi condenada a pagar R$ 20 mil a um funcionário que relatou ter sido coagido a votar em Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. A sentença do caso foi definida em 4 de setembro.

De acordo com o processo, o trabalhador foi contratado em dezembro de 2021 pela Comercial de Móveis Jordanésia Sociedade Limitada, empresa que integra o grupo econômico responsável pelas Lojas Marabraz, e entrou com a ação em 15 de abril de 2024, após ser demitido por "justa causa".

A vítima declarou que sofreu com assédio eleitoral durante o período das eleições presidenciais. A situação ocorrida no ambiente de trabalho e em um grupo no Whatsapp, em que os funcionários não podiam sair.

No grupo, o trabalhador relatou que os colegas sofriam com pressão psicológica, sendo obrigados a votar em Jair Bolsonaro de acordo com a determinação do chefe. O autor do processo declarou que a relação na empresa piorou após ele questionar o sistema de pagamento de comissões, sendo demitido.

No entanto, após analisar a ação trabalhista, a juíza Camila Moura de Carvalho considerou que a punição dada pela empresa foi inválida e o funcionário voltou a ter direito a receber aviso prévio, férias, 13º salário e o saque do FGTS com multa de 40%.

A magistrada também determinou que a empresa deve pagar pelas horas extras, devolver as comissões descontadas ilegalmente e pagar duas indenizações por danos morais no valor de R$ 10 mil cada.

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