Polícia
Publicado em 10/07/2026, às 07h03 Foto: Reprodução/PF Fernanda Montanha
A Justiça portuguesa condenou os brasileiros Akelson Rodrigues de Jesus, de 44 anos, e Jhones dos Santos, de 43, por uma sequência de assaltos a bancos em diferentes regiões de Portugal.
As penas somadas chegam a 32 anos e meio de prisão, sendo 20 anos e meio para Akelson e 12 anos para Jhones. Os crimes provocaram prejuízo de cerca de 548 mil euros, equivalente a aproximadamente R$ 3,22 milhões, segundo a cotação da última quinta-feira.
De acordo com o processo, a dupla utilizava estratégias para dificultar a identificação durante as ações. O grupo recorria a disfarces, rendia vítimas, praticava sequestros e, posteriormente, tentava ocultar a origem dos recursos obtidos por meio de lavagem de dinheiro, segundo o Metrópoles.
Segundo a decisão do Tribunal de Évora, Akelson foi responsabilizado por 21 crimes, incluindo 7 roubos, 9 sequestros, 4 falsificações de documentos e 1 caso de lavagem de dinheiro. Jhones recebeu condenação por 4 crimes, entre eles 2 roubos, 1 sequestro e 1 episódio de lavagem de dinheiro. Ao todo, os brasileiros foram condenados por 25 crimes.
Durante a leitura da sentença, o presidente do colegiado de juízes afirmou que o caso envolvia roubos de grandes valores e classificou os réus como "profissionais do crime". A defesa dos condenados foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Natural de Tailândia, no Pará, Akelson já possuía condenações anteriores em Portugal por crimes como roubo, sequestro, falsificação de documentos, coação, direção sem habilitação e lavagem de dinheiro.
Ele chegou a cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Coimbra antes de ser transferido ao Brasil em 2022. Documentos apontam que, após deixar o sistema prisional brasileiro, ele retornou à Europa e voltou a praticar crimes entre julho de 2023 e setembro de 2024.
A trajetória do brasileiro também foi alvo de investigação da Justiça Federal. Segundo os autos, ele teria utilizado documentação falsa para obter um passaporte em nome de outra pessoa e embarcar para a Holanda em 2015. A perícia da Polícia Federal apontou que as impressões digitais ligadas aos documentos pertenciam à mesma pessoa.
Jhones participou de parte dos assaltos e recebeu pena menor. Conforme informado durante o julgamento, ele já havia sido condenado por homicídio em 2009. Para o colegiado responsável pelo caso, a condenação anterior não impediu que ele voltasse a cometer novos delitos, fato citado pelos magistrados ao justificar a decisão.
Nos documentos analisados, não há registros de eventual processo criminal ou execução penal de Jhones em território brasileiro.