Polícia

Filho de vice-presidente do PL acusa GCMs de espancamento no interior de São Paulo

Família afirma que jovem foi agredido por guardas durante abordagem em Atibaia; registro policial apresenta outra versão sobre o caso  |  Foto: Lucas Rangel/TV Vanguarda

Publicado em 22/09/2026, às 22h24   Foto: Lucas Rangel/TV Vanguarda   Redação BNews São Paulo

A família de Kélcio Bruno Pires Horiguela, de 27 anos, afirma que o jovem foi agredido por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Atibaia, no interior de São Paulo.

O rapaz é filho de Maurício Morales Horiguela, vice-presidente regional do Partido Liberal (PL).

O caso aconteceu na noite da última quinta-feira (17), na Rua Adolfo André, na altura do número 792. O local fica a cerca de 1 km da base da Guarda Civil Municipal da cidade.

De acordo com Maria Lourdes Pires Horiguela, mãe de Kélcio, o filho sofreu ferimentos, mas se recupera em casa. Em entrevista ao Metrópoles, ela classificou o episódio como “um absurdo”.

Partido Liberal (PL) (Foto: Divulgação)
Atibaia (SP) (Foto: Divulgação/Prefeitura de Atibaia)

Família contesta abordagem

Segundo o relato da mãe, Kélcio estava conversando com uma mulher quando ela entrou em um ônibus. O jovem teria tentado acompanhá-la para conseguir o número de telefone, situação que, conforme Maria, teria provocado uma denúncia contra ele.

“Meu filho conversava com uma moça. Ela entrou no ônibus, ele seguiu para tentar pegar o telefone dela. Depois, houve denúncia de que ele [Horiguela] estava a seguindo, como se fosse um estuprador”, contou Maria, reforçando que o filho foi abordado e, em seguida, espancado com socos e chutes na cabeça.

A família sustenta que a abordagem ocorreu de maneira grosseira e que as agressões teriam acontecido durante a ação dos guardas.

Registro policial

O boletim de ocorrência descreve uma dinâmica diferente da apresentada pela família.

Segundo o documento, “os guardas procederam à abordagem do indivíduo, momento em que este passou a demonstrar comportamento exaltado, recusando-se a acatar as determinações legais”.

O registro também afirma que Kélcio teria resistido à abordagem. Por esse motivo, segundo o B.O., foi “necessário o emprego de uso moderado da força pelos agentes”.

As versões sobre o que aconteceu durante a abordagem, portanto, são divergentes. Enquanto a família afirma que o jovem foi agredido pelos guardas, o registro policial relata resistência e emprego moderado da força pelos agentes.

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