Polícia

Fraude em financiamentos da pandemia pode ter causado prejuízo de R$ 70 milhões

Segunda fase da Operação Avaritia cumpre 22 mandados em São Paulo e no Rio de Janeiro após denúncia da Desenvolve SP  |  Foto: Reprodução/Governo de São Paulo

Publicado em 03/09/2026, às 20h05   Foto: Reprodução/Governo de São Paulo   Andrezza Souza

Um esquema de fraude em financiamentos concedidos durante a pandemia pode ter causado um prejuízo de até R$ 70,4 milhões à Desenvolve SP. A investigação avançou nesta quinta-feira (3), com a segunda fase da Operação Avaritia e o cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A apuração começou após uma denúncia recebida pela Ouvidoria da Desenvolve SP, em janeiro de 2022. A agência identificou outras operações suspeitas e encaminhou as informações ao Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Empresas de fachada eram usadas para obter crédito

As investigações apontaram uma organização criminosa estruturada em Campinas que utilizava pelo menos três empresas de fachada e falsos balanços financeiros para conseguir financiamentos.

O grupo teria aproveitado o período da pandemia, quando houve uma ampliação emergencial do crédito para empresas afetadas pela crise econômica e mudanças na rotina de análise e concessão de recursos.

Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2023, foram apreendidos carros, celulares, joias, computadores e documentos. O material passou por perícia e ajudou no avanço das apurações.

Nesta quinta-feira, cerca de 80 policiais participam das diligências, distribuídos em 27 viaturas. Os agentes buscam documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos relacionados ao esquema.

Foto: Reprodução/Governo de São Paulo
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Foto: Reprodução/Governo de São Paulo
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Agência mudou procedimentos após investigação

Além de comunicar o caso às autoridades, a Desenvolve SP adotou medidas internas para apurar as irregularidades e reduzir possíveis prejuízos.

A agência contratou uma empresa especializada em auditoria forense, abriu processos administrativos e desligou cinco colaboradores apontados como envolvidos nos fatos.

Também foram alteradas a Política de Crédito e a Política de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. A instituição ainda passou a oferecer treinamentos específicos para prevenção e identificação de fraudes.

As diligências desta segunda fase também devem ajudar a identificar beneficiários dos recursos obtidos irregularmente e rastrear o patrimônio dos investigados.

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