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Funcionários de açougue são presos após vender carnes podres no interior de SP

Polícia prendeu gerente e subgerente do estabelecimento, suspeitos de vender carnes podres e adulterar produtos em Indaiatuba  |  Foto: Divulgação/Polícia Civil

Publicado em 14/09/2026, às 14h20   Foto: Divulgação/Polícia Civil   Amanda Ambrozio

O gerente e o subgerente de um açougue foram presos na sexta-feira (11), em Indaiatuba, no interior de São Paulo, suspeitos de vender cerca de 350 kg de carnes impróprias para consumo.

Segundo as autoridades, a dupla também moía coração de porco e comercializava o produto como carne moída e hambúrguer.

Os suspeitos também são acusados de utilizar um composto químico para alterar a aparência e o odor das carnes deterioradas antes de colocá-las novamente à venda.

Carnes podres recebiam produto para disfarçar cheiro e aparência

De acordo com as autoridades, o composto químico era utilizado para tentar “maquiar” as condições das carnes, dificultando a identificação de que os alimentos estavam impróprios para consumo.

Após o procedimento, os produtos eram comercializados normalmente no estabelecimento. A prática é investigada pelas autoridades e pode ter colocado consumidores em risco.

Além das carnes deterioradas, a dupla é suspeita de moer coração de porco e vender o produto como se fosse carne moída e hambúrguer, sem informar aos clientes sobre a composição dos alimentos.

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Vigilância Sanitária foi acionada

A Vigilância Sanitária e equipes de perícia foram acionadas após a descoberta das irregularidades. Segundo o portal Metrópoles, os produtos encontrados no estabelecimento deverão passar por análises para auxiliar na investigação.

A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), também participa da apuração para esclarecer a extensão do esquema e identificar possíveis outros envolvidos.

Gerente e subgerente ficam presos

O gerente e o subgerente foram presos durante a operação e, segundo as autoridades, não tiveram direito à fiança, diante da gravidade e da natureza dos crimes investigados.

O caso foi registrado como crime contra a saúde pública, crime contra as relações de consumo e organização criminosa.

A investigação continua para esclarecer há quanto tempo os produtos eram comercializados e se outras pessoas participavam da operação.

A Polícia Civil também deverá apurar a origem das carnes e a possível existência de outros estabelecimentos envolvidos no esquema.

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