Polícia
Publicado em 18/05/2026, às 12h03 Foto: reprodução/Gov Fernanda Montanha
Casais de diferentes estados denunciam um esquema de fraude envolvendo construtoras e financiamentos habitacionais da Caixa Econômica Federal. Mesmo após anos de pagamento e da liberação de altos valores pelo banco, muitas obras seguem paradas ou nem chegaram perto da conclusão prevista.
Em um dos casos, Izael Mendes e Marcela Teles financiaram entre R$ 400 mil e R$ 500 mil para construir a casa da família. Após 3 anos, o terreno ainda apresenta sinais de abandono e a residência permanece inacabada. A família continua pagando aluguel enquanto o imóvel prometido não sai do papel.
Segundo Marcela, a frustração foi tão grande que ela evitava passar perto do local. O casal afirma que o espaço seria onde a filha cresceria, mas acabou se transformando em um problema financeiro e emocional, segundo o G1.
Pelo modelo de financiamento, a Caixa libera parcelas conforme o andamento da obra, com base em laudos técnicos. No caso de Izael e Marcela, os relatórios enviados pela construtora Âmbar Prumo apontavam que mais de 80% da construção estava pronta.
No entanto, uma perícia mostrou que menos da metade havia sido executada. Além disso, foram identificadas assinaturas falsificadas em nome de Marcela, o que reforçou a suspeita de fraude no processo.
Após perceberem as irregularidades, eles interromperam os pagamentos e foram informados de que o imóvel poderia ir a leilão para quitar a dívida.
Situação parecida aconteceu com Guilherme Both e Bruna Both, no Rio Grande do Sul. O casal financiou R$ 290 mil para construir uma casa em Alvorada, mas a obra foi abandonada após a liberação de mais de R$ 200 mil.
Nos documentos enviados ao banco, itens como telhado, instalações elétricas e hidráulicas apareciam como quase finalizados. Na prática, essas etapas nem haviam começado. O responsável ligado à construtora foi demitido da Caixa por justa causa.
Além da frustração, as vítimas acumulam dívidas elevadas. Guilherme afirma que ficou com mais de R$ 200 mil de débito com o banco, além de R$ 62 mil pagos diretamente à construtora.
Especialistas apontam que falhas como assinaturas falsas e percentuais irreais poderiam ter sido identificadas antes, evitando prejuízos maiores. A Caixa informou que apura possíveis irregularidades, enquanto as construtoras e envolvidos afirmam que responderão às acusações na Justiça.
Brasileira é investigada pelo FBI por desvio de joias nos EUA e caso chama atenção
PEC 6×1: decisão final ficará nas mãos de uma única pessoa; saiba quem