Polícia
Publicado em 12/03/2026, às 16h03 Foto: Divulgação/Polícia Civil do Amazonas Érica Sena
Motoristas em várias regiões do Brasil precisam redobrar a atenção diante de um tipo de crime que voltou a circular com força em 2026: o chamado golpe da porta aberta, também conhecido como golpe da porta destrancada.
A prática não é totalmente nova e já era registrada desde 2018, quando ficou popularmente conhecida como “golpe do chapolin”, como citado pelo site Canal Tech.
Nesse tipo de ação, criminosos utilizam dispositivos eletrônicos capazes de interferir no sinal do controle remoto do veículo, impedindo que o sistema de travamento automático funcione corretamente. O motorista acredita ter trancado o carro normalmente, mas na prática o veículo permanece destrancado.
Com isso, os suspeitos conseguem acessar o interior do automóvel sem dificuldade, podendo furtar objetos pessoais ou até levar o próprio carro.
O golpe geralmente ocorre em estacionamentos ou locais com grande circulação de veículos, como shoppings, supermercados ou áreas comerciais.
O criminoso permanece próximo ao veículo no momento em que o motorista aciona o controle remoto. Um equipamento eletrônico bloqueia ou interfere na comunicação entre o controle e o carro. Como resultado, as portas não travam, mesmo que o motorista tenha apertado o botão de travamento.
Sem perceber a falha, o dono do carro se afasta acreditando que o veículo está protegido. Minutos depois, os criminosos aproveitam para abrir a porta normalmente e retirar objetos de valor ou tentar levar o automóvel.
Esse tipo de crime depende principalmente de distração e rapidez, já que muitos motoristas não confirmam se o travamento realmente aconteceu.
Especialistas em segurança recomendam algumas medidas simples que podem reduzir significativamente o risco de ser vítima do golpe da porta destrancada.
A principal orientação é sempre verificar manualmente se o carro realmente foi trancado. Após acionar o controle remoto, puxar a maçaneta da porta pode confirmar se o sistema funcionou corretamente.
Também é importante observar se o veículo emitiu os sinais típicos de travamento, como o som do alarme ou o piscar das luzes. Caso esses sinais não apareçam, o ideal é tentar travar novamente.
Outra medida preventiva é não deixar objetos de valor visíveis dentro do carro. Bolsas, mochilas, notebooks, celulares e outros itens podem chamar a atenção de criminosos e aumentar o risco de invasão.
Além disso, sempre que possível, o motorista deve estacionar em locais bem iluminados e com algum tipo de vigilância, como estacionamentos monitorados ou áreas com câmeras de segurança.
Embora o golpe utilize tecnologia relativamente simples, a combinação entre equipamentos eletrônicos e distração das vítimas continua sendo suficiente para facilitar furtos. Por isso, a atenção ao travamento do veículo ainda é considerada a forma mais eficaz de prevenção.
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