Polícia
Publicado em 30/06/2026, às 18h00 Foto: Gabriela Pessanha/BNews São Paulo Gabriela Pessanha
A inauguração do 7° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) foi realizada nesta terça-feira (30). A nova sede está localizada na Avenida do Estado, na região central de São Paulo, e custou, somado a outras entregas, R$ 41,6 milhões ao governo do estado.
O investimento na sede foi de R$ 11,8 milhões, mas durante o evento o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) realizou outras entregas para as operações no batalhão que somaram ao montante total.
Entre elas, estão 39 motocicletas e três viaturas SUV para a Polícia Militar, quatro viaturas para a Polícia Civil e 16 fuzis para o 7° Baep.
O governador mencionou a importância da presença do batalhão no centro da capital. Entre as ações bem sucedidas, ele citou a extinção da cracolândia.
Era uma chaga que atormentava nosso cidadão.
Ele também citou medidas além das policiais, como braços de assistência para dependentes químicos.
Ao final da cerimônia, a entidade deu inicío à operação "Todos Contra a Desordem".
A ação integrada é uma parceria entre as polícias Civil, Militar e Técnico-Científica (SPTC) com o metrô, com as secretarias municipais das Subprefeituras e de Segurança Urbana, com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Enel.
O objetivo é combater o furto e receptação de cabos e fios metálicos, com foco em ferros-velhos.
Além da inauguração, em sua fala no evento, Tarcísio mencionou novamente a reincidência criminal e usou como exemplo os casos do Cabo Thiago Pereira da Silva e do Tenente Pimentel.
Segundo Tarcísio, em ambas as situações os responsáveis já haviam sido presos e foram liberados.
"Não dá para polícia prender uma pessoa 15, 20, 30, 40 vezes. É a questão do roubo de celular, que aborrece o cidadão. A gente chega a prender um ladrão de celular 30 vezes", afirmou.
Tarcísio ainda disse que aqueles que atentam contra a vida dos agentes de segurança pública não podem ter acesso a nenhum "benefício judicial".
Ele afirmou que mudar a legislação seria uma "missão de fé".
São pessoas que não conseguem se regenerar. Quem planejou um homicídio como o que foi planejado, não tem recuperação. Tem que cumprir pena, tem que ficar na cadeia.
O Cabo Thiago foi baleado quando interveio em um roubo no começo de junho. No momento da ação, ele estava à paisana. Ao notar a movimentação, ele abordou os assaltantes e eles trocaram tiros.
Thiago foi baleado e um dos criminosos chegou a se aproximar dele para atirar novamente, mas sua arma falhou.
O caso do Tenente da Rota Ronickson Pimentel aconteceu no último sábado (27). Ele foi baleado na cabeça, também quando estava à paisana, por dois homens que se aproximaram quando ele parou em um semáforo.
Em situações anteriores, o governador Tarcísio afirmou acreditar que a abordagem foi uma tentativa de execução. O caso segue sob investigação.
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