Polícia

Governo de SP reestrutura unidade para reforçar combate à corrupção nas polícias

Nova organização da unidade de integridade prevê ações preventivas e participação de representantes das polícias de São Paulo  |  Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Publicado em 17/03/2026, às 10h20   Foto: Governo de São Paulo/Divulgação   Érica Sena

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo anunciou a reestruturação da Unidade de Gestão de Integridade (UGI), responsável por identificar riscos e fortalecer ações de prevenção à corrupção dentro das polícias do estado. A mudança foi publicada na edição desta segunda-feira (16) do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

A unidade reúne nove integrantes das três instituições que compõem o sistema de segurança pública estadual: Polícia Civil de São Paulo, Polícia Militar do Estado de São Paulo e Superintendência da Polícia Técnico-Científica.

Os integrantes foram escolhidos com base em experiência profissional, qualificação técnica e reputação dentro das corporações, como citado pelo site da Secretaria de Segurança Pública do Governo do Estado de São Paulo.

Atuação preventiva

A coordenação da unidade ficará a cargo da delegada Alexandra Comar de Agostini, que possui mais de 31 anos de carreira, grande parte dedicada à Corregedoria da Polícia Civil e à Controladoria-Geral do Estado de São Paulo.

Segundo a delegada, o foco da UGI é atuar de forma preventiva, identificando riscos e propondo medidas antes que irregularidades ocorram.

Ela explica que, ao contrário das corregedorias das polícias, que investigam infrações já cometidas, a unidade busca antecipar possíveis problemas e criar mecanismos para evitá-los.

Fortalecimento da transparência

De acordo com a coordenação, a reestruturação reforça o compromisso da gestão estadual com práticas de ética, integridade e legalidade no serviço público.

Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar a transparência dentro das instituições policiais e fortalecer a confiança da população nas forças de segurança.

Medidas e protocolos

Após identificar possíveis vulnerabilidades nas corporações, a unidade poderá propor diversas medidas para reduzir riscos. Entre as ações previstas estão:

Segundo a coordenadora, um exemplo prático seria a criação de orientações padronizadas para o atendimento ao cidadão. Caso seja identificado risco de falhas nesse tipo de serviço, a unidade poderá sugerir capacitações e protocolos específicos para orientar os policiais.

A proposta é que essas medidas se tornem regras institucionais, garantindo mais clareza sobre procedimentos e reduzindo a possibilidade de irregularidades no serviço público.

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