Polícia

Grupo do setor de combustíveis entra na mira da PF em nova operação

A operação resultou em 17 mandados de busca e apreensão e bloqueio de ativos financeiros, com foco em práticas de evasão de divisas.  |  Foto: Reprodução/Gov

Publicado em 15/05/2026, às 08h15   Foto: Reprodução/Gov   Fernanda Montanha

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino para investigar um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de usar uma complexa estrutura societária e financeira para esconder patrimônio e movimentar recursos de forma irregular.

Segundo a apuração, o grupo é investigado por possíveis fraudes fiscais, ocultação de bens e inconsistências envolvendo a operação de uma refinaria ligada às empresas analisadas. O foco está em práticas que teriam servido para dificultar o rastreamento patrimonial.

As autoridades apontam que o esquema também envolvia suspeitas de evasão de divisas e dissimulação de patrimônio, com movimentações que podem ter levado recursos ao exterior de forma irregular, conta o GOV.

Mandados e bloqueio bilionário

Durante a ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

As determinações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Além disso, a Justiça determinou a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da INTERPOL, mecanismo utilizado para localização internacional de foragidos.

Outro ponto de destaque foi o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros. Também houve determinação para a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

Relação com outras investigações

A operação faz parte de apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, ação que trata da atuação de organizações criminosas e de possíveis conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

De acordo com os investigadores, a análise busca identificar vínculos entre atividades empresariais e práticas criminosas estruturadas, além de aprofundar o rastreamento financeiro do grupo.

A operação contou ainda com apoio técnico da Receita Federal do Brasil, responsável por auxiliar na análise fiscal e patrimonial dos investigados. O material apreendido deverá contribuir para o avanço das investigações e eventual responsabilização dos envolvidos.

Classificação Indicativa: Livre


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