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Homem é morto pelo "tribunal do crime" após acusação de assédio contra crianças; saiba quem era a vítima

José Aparecido Ferreira, conhecido como Zezinho, foi assassinado após ser acusado de assédio contra crianças, alegações não comprovadas pela polícia  |  Foto: Reprodução / Arquivo pessoal

Publicado em 03/09/2026, às 07h33   Foto: Reprodução / Arquivo pessoal   Natane Ramos

José Aparecido Ferreira, conhecido como "Zezinho", foi morto em um "tribunal do crime" em Itanhaém, no litoral de São Paulo, após ser acusado de assediar crianças, alegações que não foram comprovadas, mas incluídas na investigação da Polícia Civil de SP.

Zezinho era pedreiro e foi raptado no dia 18 de fevereiro. Na última sexta-feira (28), Murilo da Silva de Oliveira, um dos suspeitos do crime, foi preso na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém. O homem é investigado por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver da vítima. 

Acusação de assédio contra crianças

De acordo com a apuração policial, a motivação para o assassinato seriam acusações de assédio sexual envolvendo crianças vizinhas de Zezinho. No entanto, a família do pedreiro nega o crime.

Uma parente, que preferiu não ser identificada, declarou que Zezinho teve um desentendimento por conta de uma dívida relacionada a uma moto que havia adquirido. "Ele comprou um veículo, ainda faltou um valor, ele foi falar pra menina que ia acertar esse valor no final de semana. A mãe da menina pensou que ele estava falando algo pra ela e foi pra cima dele", disse o familiar ao g1.

Ainda segundo o relato, a vítima era constantemente ameaçada por conta da motocicleta. "Foi desesperador, um medo, um pavor, uma tristeza. É tanto sentimento que a gente tem, que foi tão cruel", desabafou.

Dia do sequestro

Em imagens divulgadas pela polícia e capturadas por câmeras da região, é possível ver o momento em que Murilo cerca a vítima, o agride e sequestra, em uma bicicleta na Rua Emídio de Souza, no bairro Jardim Oásis, no dia 18 de fevereiro.

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

O pedreiro foi levado ao interior do bairro Oásis e depois para a região rural do bairro Mambu, onde um carro foi encontrado e apontado como veículo utilizado para a realização do crime.

Durante a investigação, os policiais encontraram o veículo incendiado. A DIG de Itanhaém segue analisando o ocorrido para esclarecer a participação de cada envolvido no assassinato.

Defesa do suspeito

Murilo da Silva de Oliveira, principal suspeito do crime, é representado pelo advogado Leonardo Thadeu de Lima Batista Bacaro, que negou a vinculação do cliente ao assassinato de Zezinho.

"A defesa nega de forma categórica qualquer envolvimento de Murilo com tais estruturas, ressaltando que os contornos fáticos estão sendo rigorosamente apurados no âmbito do inquérito policial", declarou o advogado ao g1.

A defesa do suspeito afirma que atua com o Poder Judiciário "com o objetivo de obter a revogação da prisão temporária, demonstrando que o investigado preenche os requisitos legais para responder aos trâmites da investigação em liberdade".

José Aparecido Ferreira deixou cinco filhos e a família clama por justiça e um enterro digno para o pedreiro.

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