Polícia
Publicado em 04/08/2026, às 09h52 Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal Tatiana Ribeiro
O servidor público Carlos Eduardo Silveira, de 43 anos, morto a facadas ao tentar separar uma briga em frente a um bar de Barretos, no interior de São Paulo, havia ido ao estabelecimento pela primeira vez para assistir à apresentação de um cantor amigo. A informação foi confirmada pela defesa da família.
No ataque, o filho dele, Gustavo Eduardo Silveira, de 23 anos, também foi esfaqueado, mas sobreviveu. Segundo o advogado da família, pai e filho não conheciam os suspeitos envolvidos na ocorrência e estavam no local apenas para prestigiar o show.
O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio, tentativa de homicídio e lesão corporal. Os suspeitos já foram identificados, mas continuam foragidos.
Para não comprometer as investigações, a polícia não divulgou detalhes sobre a identidade dos envolvidos. Uma faca e o veículo utilizado pelos suspeitos foram apreendidos.
De acordo com a investigação, a briga teve início após a passagem de um homem que dirigia um sedã branco em frente ao bar.
Um amigo de Carlos Eduardo comentou que o motorista teria fechado o vidro do carro no rosto de uma criança que estava como passageira, o que deu início a uma discussão.
Segundo o advogado da família, outros homens que estavam em uma residência próxima ao estabelecimento se juntaram à confusão e passaram a agredir frequentadores que tentavam conter o tumulto.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem usando uma camisa listrada entra no meio do grupo. Conforme a investigação, ele é apontado como o autor das facadas, mas ainda não foi localizado pelas autoridades.
Um dos amigos da vítima, que também foi agredido durante a confusão, relatou ter ficado em estado de choque com a violência do ataque. Ele sofreu ferimentos no rosto, na cabeça e nas pernas.
"Muita agressividade, eles estavam descontrolados. Nada do que falávamos resolvia. Nunca imaginei na minha vida passar pelo que eu passei", afirmou.
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