Polícia
Publicado em 12/01/2026, às 13h08 Foto: Arquivo pessoal Ana Caroline Alves
A Justiça de São Paulo tornou ré a jovem Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, acusada de atropelar e matar o próprio namorado, Raphael Canuto Costa, e uma amiga dele, Joyce Corrêa da Silva, na zona sul da capital. O crime ocorreu no dia 29 de dezembro, no bairro do Campo Limpo, e, segundo a investigação, teria sido motivado por uma crise de ciúmes.
A decisão foi tomada pela juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 5ª Vara do Júri, que aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a manutenção da prisão preventiva da acusada.
Geovanna foi presa em flagrante logo após o atropelamento, e a custódia foi convertida em preventiva durante audiência judicial, as informações são do Metrópoles.
Na denúncia, oferecida em 8 de janeiro, a promotora Daniela Romanelli da Silva sustenta que o crime foi praticado por motivo torpe, caracterizado pelo que chamou de “ciúme doentio” da acusada.
De acordo com o Ministério Público, Geovanna perseguiu as vítimas e as atingiu de forma intencional, utilizando o carro como instrumento para provocar a colisão fatal.
O MP também solicitou que, em eventual condenação, seja fixada uma indenização mínima de R$ 100 mil para cada vítima, como forma inicial de reparação dos danos causados às famílias.
As investigações apontam que, pouco antes do crime, Geovanna enviou mensagens ameaçadoras ao namorado, exigindo explicações após saber da presença de mulheres em um encontro entre amigos. Testemunhas relataram que houve discussão no local e que, posteriormente, Raphael saiu de moto, acompanhado de Joyce.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o carro conduzido por Geovanna atinge a moto, em alta velocidade. Além das duas mortes, um terceiro homem ficou ferido.
A defesa apresentou laudos médicos indicando que a jovem faz tratamento psiquiátrico e possui histórico de depressão e pensamentos suicidas. Apesar disso, a Justiça entendeu que os elementos reunidos até o momento justificam a prisão e o prosseguimento da ação penal.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil e será julgado pelo Tribunal do Júri.
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