Polícia
Publicado em 21/10/2026, às 15h11 Foto: Reprodução/Redes Sociais Amanda Ambrozio
As influenciadoras brasileiras Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli pagaram fiança e devem ser soltas após serem presas no Egito. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo advogado Jonatha Carvalho Matos, que acompanha o caso do Brasil.
Segundo o defensor, as duas poderão responder ao processo em liberdade e, com isso, retornar ao Brasil. Até a última atualização, no entanto, as autoridades egípcias ainda não haviam confirmado oficialmente o pagamento da fiança nem a liberação das brasileiras.
“Malévola pagou a fiança dela e a amiga também, e as duas deverão ser soltas, se tudo der certo, ainda hoje”, afirmou o advogado ao g1.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades egípcias, as brasileiras foram detidas em Alexandria após gravarem e publicarem vídeos nas redes sociais. Segundo a polícia local, as imagens mostrariam as influenciadoras fazendo gestos de cunho sexual e assediando pessoas em vias públicas.
O Ministério do Interior do Egito informou que as duas foram identificadas após a circulação dos vídeos na internet. Conforme o comunicado das autoridades, o conteúdo teria sido produzido e divulgado com o objetivo de aumentar o número de visualizações nas redes sociais.
A defesa brasileira afirmou que ainda busca esclarecer quais crimes foram atribuídos às influenciadoras. Antes da confirmação oficial da detenção, Malévola havia publicado vídeos relatando que ela e Bruna tinham sido levadas por policiais a uma delegacia em Alexandria e que seus passaportes haviam sido retidos para averiguação.
Os advogados informaram que mantêm contato com a Embaixada do Brasil no Cairo, capital egípcia, e acompanham o caso junto às autoridades locais. Uma equipe de advogados egípcios também atua no país para garantir os direitos das brasileiras.
De acordo com Jonatha Carvalho Matos, ainda não havia confirmação sobre o valor exato pago como fiança. O advogado mencionou a possibilidade de quantias de 20 mil ou 40 mil libras egípcias, equivalentes a pouco mais de R$ 2 mil e cerca de R$ 4 mil, respectivamente.
Em nota, a defesa de Mariana Alves afirmou que acompanha a situação de forma contínua e prioritária, com o objetivo de assegurar a integridade física, a segurança e o respeito aos direitos legais da influenciadora.
Os advogados também pediram cautela na divulgação de informações ainda não confirmadas e afirmaram que eventuais atualizações serão comunicadas pelos canais oficiais da defesa.
A prisão das brasileiras repercutiu internacionalmente após a divulgação do comunicado do Ministério do Interior egípcio. Veículos de comunicação locais destacaram os vídeos e as acusações apresentadas pelas autoridades.
Parte da cobertura também deu destaque ao fato de Malévola ser uma mulher trans. Segundo o relato do g1, um jornal egípcio chegou a utilizar uma manchete de caráter transfóbico ao se referir à influenciadora.
Com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, Malévola é uma das influenciadoras trans conhecidas nas redes sociais brasileiras.
Ela já esteve envolvida em outros episódios de repercussão pública no país, incluindo uma denúncia de transfobia durante uma apresentação do musical "Wicked", em São Paulo, e uma prisão após uma confusão em uma festa na capital paulista.
Bruna Mercatelli também é uma mulher trans, segundo a defesa. Até a manhã desta quarta-feira, o perfil dela na rede social não estava disponível.
Apesar da informação sobre o pagamento da fiança, a liberação das duas ainda dependia de confirmação oficial das autoridades egípcias.
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