Polícia

Marco Buzzi: o que se sabe sobre as denúncias que levaram ao afastamento do ministro do STJ

Ministro do STJ é afastado cautelarmente após duas denúncias de importunação sexual; sindicância interna e apurações no CNJ seguem sob sigilo  |  Foto: Sérgio Amaral/STJ.

Publicado em 10/02/2026, às 19h22   Foto: Sérgio Amaral/STJ.   Bianca Novais

O Superior Tribunal de Justiça decidiu afastar cautelarmente o ministro Marco Buzzi após o surgimento de duas denúncias de importunação sexual. A medida, de caráter temporário, impede o magistrado de acessar o gabinete, utilizar carro oficial e exercer as prerrogativas do cargo enquanto as apurações avançam. As informações foram divulgadas inicialmente pela CNN Brasil.

Sindicância em andamento

Foto: Divulgação/STJ.

A decisão do STJ ocorreu após a abertura unânime de uma sindicância interna pelos próprios ministros da Corte. Horas depois, Buzzi apresentou atestado e solicitou licença médica. Uma nova sessão do plenário foi marcada para 10 de março, quando o tribunal deverá analisar as conclusões desse procedimento preliminar.

Primeira denúncia

A primeira acusação veio a público na semana passada e envolve uma jovem de 18 anos. Familiares da vítima prestaram depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que confirmou a tramitação do caso sob sigilo. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido durante um banho de mar no litoral de Santa Catarina, em janeiro, quando não havia outras pessoas por perto.

Em depoimento à Polícia Civil de São Paulo, a jovem afirmou que viajava com os pais e com a família do ministro em Balneário Camboriú. Ela registrou boletim de ocorrência e, por meio de sua defesa, declarou aguardar rigor nas investigações e o desfecho nos órgãos competentes.

Nova acusação no CNJ

Nesta semana, o CNJ informou que apura uma segunda denúncia de assédio envolvendo o ministro. A suposta vítima foi ouvida pela Corregedoria, e o caso também tramita sob sigilo. Segundo o órgão, uma nova reclamação disciplinar foi aberta para apurar fatos considerados semelhantes aos já investigados.

O que diz a defesa?

A defesa de Marco Buzzi afirma que ainda não teve acesso aos autos e critica o que chama de vazamento de informações, sustentando que o ministro não cometeu qualquer ato impróprio.

Natural de Timbó (SC), Buzzi construiu carreira na magistratura catarinense desde os anos 1980 e chegou ao STJ em 2011, atuando em órgãos responsáveis por julgamentos de Direito Privado.

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