Polícia

Investigação aponta que avó facilitava abusos contra netas, diz polícia

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Depoimento de uma adolescente levou à prisão da avó e de um piloto suspeitos de organizar esquema de estupro e exploração em São Paulo  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Polícia Civil
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 10/02/2026, às 21h38



Uma adolescente relatou à Polícia Civil ter sido vítima de abuso sexual em um esquema que envolvia a própria avó.

Segundo o depoimento, outra menina também teria sido submetida a abusos após a avó garantir encontros com três homens ao mesmo tempo. O episódio ocorreu em 2023.

Prisões após investigação do DHPP

O relato faz parte de uma apuração conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que resultou, na manhã da última segunda-feira (9), na prisão de Denise Moreno, de 55 anos, e do piloto da Latam Sérgio Antônio Lopes, de 60. O inquérito corre sob sigilo.

Exploração de menores

De acordo com os investigadores, a adolescente culpou a avó pela organização e autorização dos episódios de violência sexual.

Na época em questão, Denise trabalhava como inspetora em uma escola estadual na zona sul de São Paulo e, segundo a polícia, tinha controle sobre a rotina das netas.

A investigação aponta que ela colocava as meninas em contato com homens mais velhos através de pagamento, sempre intermediando os encontros.

Conforme apurado pelo portal Metrópoles, esse tipo de prática ocorreria há pelo menos uma década.

Sérgio, piloto da Latam, foi preso no Aeroporto de Congonhas
Sérgio, piloto da Latam, foi preso no Aeroporto de Congonhas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Um vizinho de Denise afirmou, sob sigilo, ter presenciado situações em que uma das netas, hoje com 18 anos, era arrastada pela avó e entregue a homens, mesmo demonstrando dor, medo e resistência.

Para a Polícia Civil, os encontros eram tratados como fonte de renda pela investigada.

Papel do piloto no esquema

Além da avó, Sérgio é apontado como parte importante do contexto de abusos. Segundo a polícia, ele mantinha relação próxima com Denise, o que facilitava o acesso às adolescentes, sendo três vítimas até o momento.

Apresentado no ambiente familiar como alguém confiável, o piloto teria utilizado essa proximidade para afastar suspeitas.

Ele fornecia dinheiro, arcava com despesas e fazia ameaças para garantir o silêncio das menores de idade.

Avó era o eixo central, diz polícia

Para os investigadores, Denise Moreno era quem liderava o esquema. Com a guarda e autoridade sobre as meninas, ela teria consentido os abusos, organizado os encontros e garantido dinheiro em cima dos crimes.

Diligências, análise de dados telefônicos e depoimentos recebidos ao longo da investigação comprovam que a entrega das meninas a diferentes homens ocorria de forma recorrente, sempre com o conhecimento e a autorização de Denise.

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