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Polícia

Médico residente do HC-USP ironiza peso de paciente nas redes sociais e vira alvo de apuração interna

Exposição de dados e chacota sobre peso de paciente ferem Código de Ética Médica e podem resultar em punições administrativas e judiciais  |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 24/09/2026, às 17h50   Foto: Reprodução/Redes Sociais   Marina do Val

Um médico residente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) gerou forte repercussão e indignação pública ao divulgar a foto de um prontuário médico em suas redes sociais para fazer uma piada sobre o peso de um paciente. 

O episódio, que viralizou rapidamente, reacendeu debates urgentes sobre ética médica, a desumanização do atendimento em ambientes acadêmicos e os limites da conduta de profissionais de saúde no ambiente digital.

Código de Ética e implicações jurídicas

A exposição não autorizada de dados de atendimento contraria frontalmente dispositivos do Código de Ética Médica estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que veda expressamente qualquer postura que desrespeite a dignidade do paciente ou viole o sigilo profissional. 

Além do descumprimento ético perante as instâncias da categoria, que pode culminar em sanções disciplinares que variam de advertência à cassação do registro profissional, especialistas em direito apontam que a conduta traz desdobramentos graves em outras esferas.

Na esfera administrativa, há a instauração de processo administrativo disciplinar pela instituição ou pelo programa de residência. Na esfera civil, surge o risco de ações judiciais de indenização por danos morais motivadas pelo constrangimento e exposição indevida. 

Já nas esferas criminal e de proteção de dados, há o enquadramento por potencial violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a responsabilização por violação do segredo profissional.

Foto: Divulgação/Hospital das Clínicas
Foto: Divulgação/Hospital das Clínicas

Posicionamento oficial do hospital

A direção do HCFMRP-USP classificou a conduta do residente como preconceituosa e inaceitável. Em nota oficial enviada ao Metrópoles, a instituição afirmou ter tomado conhecimento da postagem e destacou que, mesmo que o nome do paciente estivesse oculto na imagem transmitida, a simples exposição do prontuário com teor depreciativo fere gravemente o respeito e os princípios de humanidade que devem nortear o atendimento na saúde pública. 

O hospital reforçou que a apuração interna sobre possíveis punições administrativas ou o afastamento do médico residente de suas atividades assistenciais já está sob análise das instâncias competentes.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão PauloRibeirão PretoMédicohospitalÉticaViolaçãoLGPDHcfmrpClínicasConduta

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