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Morte de adolescente e 350 afogamentos marcam Carnaval no litoral de SP

O alto índice de afogamentos no litoral de SP durante o feriado alerta para os perigos do mar e a importância das ações preventivas  |  Foto: Vanessa Rodrigues/Jornal A Tribuna

Publicado em 18/02/2026, às 12h01   Foto: Vanessa Rodrigues/Jornal A Tribuna   Nathalia Quiereguini

O movimento intenso nas praias do litoral paulista durante o Carnaval voltou a expor um problema recorrente do verão: o alto número de ocorrências dentro do mar.

Em poucos dias de feriado, centenas de pessoas precisaram de atendimento após se colocarem em situação de risco muitas vezes por descuido, excesso de confiança ou desconhecimento das condições da água.

Adolescente morreu após desaparecer no mar durante o Carnaval no litoral paulista; equipes fizeram buscas até a localização do corpo no dia seguinte / Foto: Nair Bueno/ Futura Press/ Estadão Conteúdo

Entre os casos registrados, um terminou de forma trágica. Um adolescente de 15 anos morreu após desaparecer no mar na região do Guarujá.

Ele estava acompanhado da família quando entrou na água em um trecho conhecido por variações bruscas de profundidade, na Praia do Perequê. Relatos indicam que o jovem perdeu o apoio dos pés ao pisar em um desnível no fundo do mar.

O familiar que tentou socorrê-lo não conseguiu alcançar a vítima. Equipes iniciaram buscas ainda no mesmo dia, com apoio aéreo e varreduras na área, mas o corpo foi localizado no dia seguinte por pescadores, segundo informações da CNN Brasil.

Muitos salvamentos, pouco tempo de reação

O balanço do Grupamento de Bombeiros Marítimos mostra um cenário preocupante: foram centenas de episódios de afogamento ao longo do feriado.

A maior parte terminou em salvamento, mas isso não reduz a gravidade do problema. Em diversas situações, a diferença entre vida e morte foi questão de segundos.

Os registros se concentraram principalmente em praias cheias e com mar agitado. Guardas-vidas relatam que a maioria das ocorrências envolve pessoas que entram na água após consumir bebida alcoólica, ignoram bandeiras de sinalização, se afastam da área segura ou tentam ajudar alguém sem preparo.

Também chamam atenção os chamados afogamentos silenciosos, quando a vítima não consegue gritar, o que dificulta a identificação rápida do risco.

Prevenção continua sendo decisiva

Durante o período, equipes realizaram milhares de ações preventivas, orientando banhistas e retirando pessoas de correntes antes da emergência.

Especialistas reforçam: respeitar bandeiras, manter crianças sob supervisão direta e evitar o mar após consumo de álcool ainda são as medidas mais eficazes.

Em caso de emergência, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 e não tentar resgate por conta própria.

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