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Morte de filha de diplomata no RJ: saiba o que pode mudar na investigação

Especialistas analisam se a alegação de falha mecânica em veículo elétrico sustenta a tese de acidente ou se houve dolo eventual do motorista  |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 24/05/2026, às 14h30   Foto: Reprodução/Redes Sociais   Amanda Ambrozio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro aguarda a conclusão de laudos periciais fundamentais para esclarecer as circunstâncias do atropelamento que resultou na morte de Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, no bairro de Ipanema, no RJ.

Filha dos diplomatas Ibrahim Abdul Hak Neto e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, a jovem foi atingida no último sábado (16) por uma caminhonete modelo JAC T140, que invadiu a calçada no cruzamento das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes.

O condutor, Lucas, de 21 anos, afirmou em depoimento que o veículo apresentou falhas mecânicas no volante e nos freios.

A versão, no entanto, será analisada detalhadamente pelas autoridades. Câmeras de segurança também da região também serão monitoradas.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Divergência entre dolo eventual e crime culposo

De acordo com a CNN, o futuro jurídico do condutor depende diretamente das evidências técnicas colhidas pela 14ª DP (Leblon).

Atualmente, o caso é tratado como lesão corporal culposa seguida de morte, mas a tipificação pode sofrer alterações significativas. Segundo especialistas, a investigação deve determinar se houve negligência ou se o motorista assumiu o risco da morte.

A advogada criminalista Ana Krasovic explica que, na culpa consciente, o agente acredita que pode evitar o acidente. Já no dolo eventual, existe uma indiferença quanto ao risco provocado.

"A distinção é vital, pois define se o agente responderá por crime culposo ou doloso, com penas substancialmente diferentes", esclarece a especialista, destacando que a análise do local e do fluxo veicular será determinante.

Papel da perícia mecânica

Neste momento, o foco da investigação é descartar ou confirmar a suposta falha mecânica.

Segundo o engenheiro e perito Sergio Ejzenberg, o fato de o veículo ter sofrido danos mínimos facilita a avaliação dos sistemas de direção e frenagem. A ausência de marcas de pneus no asfalto, relatada por testemunhas, aumenta a pressão sobre o laudo técnico.

Caso a perícia comprove que o automóvel estava em perfeitas condições, a Polícia Civil deve redirecionar o foco para o comportamento do jovem ao volante.

Hipóteses como distração pelo uso de celular ou excesso de velocidade serão apuradas para concluir o inquérito.

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