Polícia

Mulher é condenada a quase 50 anos de prisão após tentar matar ex-esposa a facadas

Mulher foi sentenciada por tentativa de femincídio e deverá indenizar vítimas em R$ 15 mil  |  Ilustrativa/Pixabay

Publicado em 22/06/2026, às 08h31   Ilustrativa/Pixabay   Bernardo Rego

Uma mulher foi condenada pela Justiça de São Paulo a 47 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado por tentativa de feminicídio qualificado contra a ex-companheira e a filha dela com golpes de faca na cidade de em Populina, interior de São Paulo. 

De acordo com a decisão publicada na quinta-feira (18), a mulher vai ter que indenizar as duas vítimas em R$ 15 mil para cada uma. Com base na denúncia subscrita pelo promotor Marcelo Antonio Francischette da Costa, a Justiça sentenciou a mulher também pelo roubo de um celular.

Os crimes ocorreram na madrugada de 2 de julho de 2025 e de acordo com o Ministério Público, a criminosa não se conformava com o fim do relacionamento mantido por cerca de três anos com a vítima e tampouco com o fato de ela ter iniciado um novo relacionamento amoroso. 

Inconformada ainda com uma ação judicial que tratava da dissolução da união estável e da partilha de bens, a mulher saiu de Ouroeste, onde morava, e foi até a residência da ex-companheira, em Populina, levando consigo uma faca.

Ao chegar ao imóvel, a ré exigiu que a filha da ex-companheira e uma amiga entregassem seus telefones celulares para impedir que acionassem a polícia ou qualquer meio de socorro.

Durante a ação, atingiu a adolescente com uma facada nas costas e tomou um dos aparelhos. Em seguida, invadiu a residência e surpreendeu a ex-companheira, que havia acabado de acordar, desferindo sucessivos golpes de faca contra ela.

Ao tentar defender a mãe, a adolescente também acabou atingida diversas vezes, sofrendo ferimentos graves no rosto, no abdômen e em uma das mãos. As duas sobreviveram graças ao rápido atendimento prestado por terceiros e ao socorro médico recebido.

O Tribunal do Júri reconheceu as qualificadoras do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também incidiu a causa de aumento de pena prevista para crimes praticados na presença de descendente da vítima, uma vez que a agressão ocorreu diante da filha da mulher atacada. Segundo a sentença, a circunstância foi especialmente grave porque a adolescente presenciou o ataque e acabou igualmente esfaqueada ao tentar impedir a ação criminosa.

Quanto ao crime praticado contra a adolescente, os jurados reconheceram a tentativa de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar. A sentença destacou a gravidade das lesões sofridas pela vítima, que permaneceu internada por cinco dias, foi submetida a cirurgias, ficou com cicatrizes permanentes e perdeu parte dos movimentos de uma das mãos.

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